Críticas: você sabe lidar com elas?

Já parou para pensar como é difícil ser criticado? Ouvir de pessoas diferentes o que estamos fazendo de errado não é uma tarefa fácil, mas é preciso saber lidar com elas e aproveitá-las para desenvolvermos ações e atitudes melhores. Em muitos casos abandonamos certos objetivos  justamente pelo excesso de críticas e assim acabamos por pensar que não somos capazes de nos tornarmos competentes em algo.

No seriado The Crown (aquele que conta a história da rainha Elizabeth II) é possível identificar, em um episódio, a aceitação de uma crítica para melhorar. A rainha é criticada por um jornalista sobre a sua atuação na monarquia, então a rainha pediu que ele lhe desse sugestões de como fazer diferente, e aos poucos, seguindo as  sugestões do jornalista, a rainha conseguiu modernizar a monarquia britânica e se aproximar de seus súditos, o que fortaleceu sua imagem.

Outro exemplo, não muito distante e real, de pessoa muito criticada e que aproveitou os feedbacks negativos para crescer foi a cantora Anitta. Desde o começo da sua carreira ela enfrentou todo o tipo de julgamento sobre sua voz, seu corpo, o conteúdo de suas músicas e qualquer outra aspecto que pudesse ser apontado pelas pessoas. Se cercando de pessoas que poderiam lapidá-la, Anitta ajustou sua carreira para chegar aonde chegou. E hoje é um sucesso internacional.

No meu trabalho como Coach o meu objetivo é lapidar os meus clientes para que eles obtenham o melhor de si e da sua empresa e saibam lidar não apenas com as críticas, como também com as rejeições e muitos outros obstáculos que encontrarão no caminho.

Aceitar bem as críticas é como exercitar um músculo, quanto mais você o fizer mais fácil fica. Pratique! 🙂

Jovens criam nova rede social

Cada vez mais os jovens tem se tornado os donos de seus próprios negócios. É o que mostra diversas pesquisas. Uma delas é o estudo Jovens Empresários Empreendedores feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que traçou o perfil de jovens empreendedores em nove cidades do mundo e apontou que se tornar empreendedor nos próximos anos está nos planos de dois em cada três jovens brasileiros.

As principais motivações? Realização de um sonho (76,4%), qualidade de vida (75,6%), altos ganhos financeiros (70%), mercado promissor (66,1%) e não ter chefe (64,5%).

Foi o que aconteceu com o programador André Medeiros e o engenheiro e estudante de medicina Matheus Finardi, que criaram uma nova rede social, a Cooltz – que traz um novo conceito de interação, engajamento e geração de conteúdo. Quer conhecer mais sobre a novidade? Acompanhe a minha entrevista com os jovens empreendedores:

VF: Como surgiu a ideia da Cooletz e quais estão sendo as dificuldades na criação de uma rede social? 
A COOLTZ começou a ser pensada quando percebemos que cada vez mais pessoas se sentem afetadas pelos três principais problemas que identificamos nas redes sociais atuais: falta de profundidade e relevância no conteúdo, excesso de anúncios e prejuízo à saúde mental dos usuários, sendo que a raiz dos três males é o modelo de negócios que lucra a partir da exibição de anúncios.

Os principais desafios estão sendo dosar adequadamente os componentes de uma rede social que solucione tais mazelas e conseguir financiamento para construí-la, mas acreditamos no potencial transformador da nossa proposta, então estamos seguindo em frente.

VF: Como funcionará a nova rede social e o que ela traz de diferente? 
Acreditamos que as redes sociais não devam apenas conectar as pessoas, mas engajá-las.
Como é mais fácil darmos contribuições mais relevantes em temas que gostamos, vamos dividir as postagens por assuntos, como Música, Literatura, Cinema, Ativismo, Esporte, Arte, Fotografia, Gastronomia, etc. Ou seja, ao invés de misturar assuntos relevantes e irrelevantes (pra você) na mesma tela, vamos devolver aos usuários o poder de escolha direta sobre o que querem ver ou compartilhar. E com esse empoderamento, os usuários da COOLTZ vão se sentir mais motivados a participar de um debate aprofundado sobre suas paixões.


VF: Vocês estão apostando em um modelo de assinatura Premium como alternativa de publicidade e vendas de dados. Porque alguém assinaria e qual o valor?

O escândalo Facebook–Cambridge Analytica–Trump veio mostrar que nós, usuários da internet, fomos muito inocentes ou negligentes ao acreditar que não pagaríamos caro por usar redes sociais”grátis”. Está ocorrendo um aumento da conscientização sobre o que é certo e o que é errado ser feito com a informação dos outros e quem preza pelo certo não vai mais aceitar ser vendido para anunciantes. Claro que qualquer pessoa poderá criar uma conta gratuitamente e usar as funcionalidades principais, mas vamos rentabilizar a partir de mensalidades/anuidades justas (algo entre R$1 e R$5) dos usuários que desejarem usar todas as funcionalidades. Assim, mantemos a plataforma livre de anúncios e não precisamos ocultar um preço na linguagem jurídica dos Termos de Uso.

VF: A Cooltz também destinará parte da renda dos usuários a entidades filantrópicas, como será esse trabalho?
Temos consciência do potencial que uma rede social tem e queremos oferecer mais
engajamento e menos alienação. Isso começa com um crowdfunding que destina 10% de cada doação para ONGs, já ensaiando a proposta de destinar 10% dos lucros líquidos da empresa para entidades filantrópicas. Além disso, nosso código-fonte será aberto, igual Mozilla, Linux, WordPress, Wikipedia, o que aumenta a segurança ao permitir que qualquer um ajude a refinar os mecanismos de segurança ou entender nossas engrenagens. E a própria construção da COOLTZ está sendo feita de modo colaborativo com os doadores do financiamento coletivo, que vão experimentar a versão Beta (testes) em alguns meses.

Mercado de decoração de casamento segue aquecido e traz novas propostas

A festa pode até ser mais modesta, mas não deixa de acontecer. Seja o casamento para 300 ou 40 pessoas, a decoração é fundamental para deixar o grande dia ainda mais bonito e inesquecível.

E os empresários que apostam nesse mercado comemoram. É o caso das amigas e sócias Emily Souza e Vanessa Akinaga, que enxergaram uma lacuna no mercado de decoração de casamentos e criaram a Dê Coração, empresa especializada em projetos de decoração para casamentos rústicos.

“90% dos casamentos, das fotos e das referências existentes são de casamento clássico, nós focamos em trabalhar com os 10% restantes que procuram e querem uma decoração rústica. As noivas que nos contratam ficam felizes por conseguir realizar o grande dia do jeitinho que sempre sonharam”, conta Emily Souza, sócia proprietária da Dê Coração.

Confira nossa bate papo:

 VS – Vocês duas não são de São José dos Campos, por que vocês vieram para a cidade?

DC – Por conta dos maridos, que vieram trabalhar aqui e depois de um tempo nós os acompanhamos.

VS – E logo que vocês chegaram já tiveram a ideia? Como foi esse processo?

DC – Nós não nos conhecíamos e nossa ideia era individualmente trabalhar com design de interiores que é a nossa formação, mas sentimos dificuldade em conseguir projetos. Estávamos em um momento difícil, pois mesmo enviando currículos não encontrávamos o nosso espaço. Tinha também uma dificuldade de entendimento nosso, pois não queríamos sair daquilo que aprendemos. Nós duas nos conhecemos por ser da mesma área e ao comparecer a um evento, alguns amigos nos pediram que fizéssemos a decoração do evento para eles. Fizemos o projeto com medições e projeto 3D. E foi aí que tudo aconteceu. Após apresentarmos o trabalho, um amigo perguntou se já éramos uma empresa, foi quando decidimos abrir o nosso negócio, a Dê Coração.

VS – Vocês já tinham familiaridade com a decoração de eventos?

DC – A Emily sempre decorou as festas do filho, chás de panela e de lingerie das amigas, mas fazia isso naturalmente, por hobby mesmo. Dentro do curso de design de interiores nós estudamos a decoração de eventos, que deve ser pautada não só pela beleza, mas pela funcionalidade. Apesar disso é um nicho pouco explorado pelos profissionais da área.

VS – E como foi à entrada de vocês no mercado do Vale do Paraíba?

DC – Nós não conhecíamos o mercado. Estávamos a relativamente pouco tempo aqui e não tínhamos referência de nada relacionado ao segmento. Com ajuda de amigos e parceiros percebemos que não havia um serviço parecido com o nosso na cidade e poderíamos oferecer algo realmente diferenciado. Tomamos a decisão de focar em um nicho específico que é o de casamentos rústicos.

VS – Por que vocês escolheram casamentos?

DC – Por que queríamos casar da maneira que decoramos! Com muito verde, com aquelas referências do Pinterest que a gente só encontra na internet. Percebemos que os nossos gostos e sonhos são muito parecidos e que se escolhêssemos nosso nicho e fizéssemos muito bem esse trabalho iríamos alcançar excelência. Encontramos naquilo que queríamos para o nosso evento a nossa identidade.

VS – Qual é a meta de vocês?

DC – Ser referência na decoração de casamentos rústicos. Quando se falar em decoração rústica queremos ser a resposta! 90% dos casamentos, das fotos e das referências existentes são de casamento clássico, nós queremos trabalhar com os 10% restantes que procuram e querem uma decoração rústica. As noivas que nos contratam ficam felizes por conseguir realizar seus casamentos como sempre sonharam.

VS – Como funciona o processo de atendimento de vocês junto aos noivos?

DC – Eles chegam até nós com a data, o local e o número de convidados. Então pedimos uma reunião presencial para conhecermos os noivos e sentirmos as expectativas deles com relação ao evento. Nessa reunião apresentamos como o nosso trabalho funciona, fazemos um “briefing” com várias perguntas sobre o casal e o casamento. Temos muitas perguntas que aparentemente não são de nossa competência, mas são essenciais no desenvolvimento do layout da festa. Se a festa vai ter DJ, ilha de drinks, entre outras coisas, precisamos saber para organizar cada um desses fornecedores no evento. Precisamos de todos os detalhes da festa.  Após o “briefing”, criamos um arquivo totalmente visual com todas as referências do casal, ideias para o bouquet da noiva, paleta de cores, que pode ser utilizada até para a confecção do convite. Enviamos também ideias para lapela, configuração da mesa de bolo, arranjos da mesa dos convidados. Tudo com foto e inspirações para que o nosso cliente entenda o que ele está pagando. Fazemos também um levantamento de custos e algumas opções de fornecedores de mobiliário para a festa, para que o cliente consiga mensurar o investimento total.

VS – Como as redes sociais auxiliam a empresa de vocês?

DC – O Instagram é disparado nossa melhor rede social. 90% do clientes que chegam até nós fazem isso pelo Instagram. Temos um número significativo de visualizações no Pinterest e recebemos alguns orçamento via Facebook e e-mail também. Foi feito um trabalho com a empresa que fez o branding, então nos preocupamos muito com as imagens que apresentamos por lá até por esse cuidado muitas noivas acreditavam que nosso trabalho era feito apenas para editoriais de casamento ou algo assim. Por isso, começamos a colocar fotos dos casais que fecham com a gente para mostrar que são casais reais.

VS – Quais são as tendências que vocês têm observado no trabalho com as noivas?

DC – Talvez em função até mesmo da situação econômica do país os mini weddings  tem sido cada vez mais procurados e as noivas querem deixar esse evento mesmo que pequeno com cara de casamento. Ainda temos casamentos com cerca de 300 pessoas, mas atendemos noivas que conseguem restringir sua lista para 40 pessoas.

Expresso Gourmet: saiba como o buffet mais tradicional da cidade mantém, após 35 anos, excelência no atendimento

É difícil quem nunca tenha ouvido falar do buffet Expresso Gourmet. A empresa tradicional da cidade de São José dos Campos atende toda a região e ultrapassa limites de fronteiras.

No segmento há 35 anos, o Expresso consolidou-se no mercado de eventos como um dos melhores buffet da região e mostra toda sua competência nos números: 300 eventos por ano.

Para conhecer de perto toda essa trajetória de mais de três décadas, conversei com uma das sócios proprietárias Caroline Maia e a gerente comercial, Marina Procópio, que me contaram como fazem para conquistar cada vez mais clientes , manter a excelência no atendimento e ainda realizar sonhos.

VF: O Expresso Gourmet já está no mercado há mais de 30 anos e você no seu cargo há quanto tempo? Quais as mudanças no mercado de casamentos você observou nesse período?

Nestes 35 anos de mercado, o Expresso Gourmet passou por muitas mudanças, sempre pensando em oferecer o melhor e mais moderno para seus clientes/amigos. Estou há 3 anos na gerência do comercial e de lá pra cá acredito que o que tenha sofrido mais mudança foi o perfil dos eventos, a se destacar principalmente os casamentos, que eram mais tradicionais e clássicos. Em 80% dos eventos os anfitriões faziam questão de oferecer um jantar. Hoje percebemos que os food tables e os finger foods vieram para ficar, as festas são dinâmicas e a gastronomia precisa acompanhar o ritmo, com inserções inusitadas, imprimindo sempre a personalidade de seus anfitriões.  O que importa é a diversão, os noivos se preocupam muito mais em curtir o momento ao lado dos amigos e familiares do que com convenções.

VF:  O Expresso é uma empresa grande, mas muitas vezes não temos noção do que isso significa. Quantos eventos vocês fazem por ano? Gostaria de destacar algum que já fizeram?

Fazemos em média 300 eventos por ano. Nosso time é muito competente e de garra, sem eles nada disso seria possível. Isso pode ser constatado através do nível de satisfação dos nossos clientes, que é muito elevado, o que nos deixa gratificados, pois suamos diariamente a camisa para oferecer excelência em todos os nossos eventos, desde os pequenos aos mega eventos.

Fora o time, nossa estrutura é muito completa e organizada, sendo uma cozinha modelo, dentro de padrões rigorosos da ANVISA.

VF: Uma empresa só consegue durar tanto tempo passando por adaptações. Quais foram as mais significativas?

O comportamento do consumidor muda a todo momento. As adaptações são feitas sempre a favor das necessidades de nossos clientes e claro em busca de melhorias, inovações e excelência. A roda não pode parar.

    

VF: Como você avalia o mercado de eventos na região atualmente? Com relação a concorrência, parceiros, outros fornecedores…

O mercado de eventos sociais continua aquecido. O que é  diferente do passado, na minha opinião, é que o cliente passou a pensar mais em como investir seu dinheiro.

A concorrência para nós é essencial, não existe zona de conforto.

VF: Qual seriam os maiores destaques do bom desempenho de vocês? O que faz do Expresso um buffet diferente dos outros?

Nosso maior diferencial é o nosso time, profissionais envolvidos na entrega do evento, que atua do início ao fim determinados a entregar o melhor, não importando o grau de esforço para tal. Sem falar é claro da estrutura e know how como um todo que o Expresso Gourmet construiu ao longo desses 35 anos, o que traz muita tranquilidade para nosso cliente/ amigo.

Quando o cliente nos contrata ele sabe onde está colocando o seu dinheiro, sabe que será investido em benefício dele próprio.

VF: Como está a sua perspectiva de mercado para os próximos 5 anos?

Muita inovação, pesquisas e continuar fortemente focado em promover a excelência, servir bem e sempre entregar além das expectativas

Especial Dia das Mães: Como as mulheres têm conciliado tantas funções?

Uma missão complicada é falar com uma mãe que divide seu tempo entre trabalho e família. Como polvos, cumprem muitas tarefas e até aquelas que seus tentáculos não poderiam dar conta. Elas se dividem entre as agendas do cliente e das crianças, os compromissos profissionais e domésticos, a atenção a ela mesma e à família.

E para mostrar que é possível conciliar todas as tarefas, bati um papo com a mãe, empresária, esposa e blogueira Thieli Martinelli. Ela tem três filhos, Max, Theo e Gael, comanda ao lado do marido uma empresa e ainda arruma tempo para gerar conteúdo diário para mais de 40 mil seguidores em suas redes sociais, além de marcar presença em diversos eventos da cidade.

Loucura? Thieli faz parte de um time de 8 milhões de mulheres que dividem seu tempo entre o negócio e o cargo de chefe de família, dado mostrado pelo anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras divulgado pelo Sebrae e o Dieese.

Quer conferir o bate papo? Aperta o play.

Empresária aposta em São José para investir e ser dona da sua própria marca

Mães precisam de braços livres para cuidar de tudo – filhos, trabalho, casa. Bebês precisam de colo, afeto, proteção. Os carregadores de pano, também conhecidos como slings, servem de facilitadores para a rotina de mães, pais e seus bebês.

A empresária Carine Enzweiler, que tem dois filhos, conheceu a novidade quando morava na França e era uma adepta aos carregadores de panos. Em 2009, resolveu se especializar como carregar no pano nas escolas Arte de Bem Carregar na França e Suíça, e se formou em assessora de Babywearing. Hoje Carine é empreendedora e formadora da Bebê no Pano – uma escola especializada em formação para carregar no pano –  e também dona da marca Jenipano, que é conhecida em todo Brasil e em alguns países a fora.

“Sou do Mato Grosso e morei na França por muitos anos. Quando voltei para o Brasil queria investir no meu próprio negócio, que era a venda dos carregadores de pano. E após muita pesquisa, escolhi São José dos Campos para empreender. Acredito na cidade, ela pulsa empreendedorismo”, revela Carine.

Para conhecer de perto essa história de empreendedorismo, conversei com a Carine e ela me contou tudo, desde a ideia de investir na marca até mesmo a sua expansão para outros países. Confira:

VF: Como surgiu a ideia de utilizar os carregadores de pano?

Os carregadores de pano são ancestrais por incrível que pareçam. O homem sempre se deslocou e sempre precisou transportar seu bebê por onde ia. Para mim, era óbvio carregar meus bebês perto de mim, antes de nascer minha primeira filha eu já estava com o pano em mãos.Usei durante 5 anos sem parar com meus dois filhos, que hoje estão com 12 e 10 anos.

VF: Por que é interessante para as mães utilizarem o carregador de pano?

Um carregador de pano é o melhor presente que uma mãe possa ter. De uso diário e sem horas limitadas para uso, os panos aquecem e embalam os bebês suprindo a necessidade de colo e contato que todos os bebês reclamam depois do peito. A mãe fica com os braços livres para cuidar dos outros afazeres enquanto bebê está seguro e quentinho no lugar do mundo, no colo de sua mãe.

VF: Quais são os benefícios do de carregar o bebê no pano?

No período de exterogestação  (que pode ir até o 9º ou 12º mês) o bebê precisa ter o maior tempo possível de contato com um cuidador. Esse contato ajuda a estabilizar seus sistemas digestivo, respiratório, batimentos cardíacos, amamentação, ciclos de sono, além de ajudar a reduzir cólicas, reduz o risco de apneia, ajuda a dormir melhor.

VF: Você também uma uma formadora na Bebê de Pano. Como funciona ?

Existe a formação para ser Assessora (duram meses) ou uma oficina simples para as mães de 1h ou 2h. Geralmente é melhor aprender as amarrações quando ainda se está gestante ou com bebê bem pequeno. Quanto mais cedo começar a usar, mais o bebê se habitua e a mãe tem tempo de treinar enquanto bebê é ainda bem levinho. As mães entrarm em contato comigo e eu as direciono função da necessidade e idade do bebê.

VF: Como é para você trabalhar com algo que aproxima tanto mães e filhos? Como isso interferiu e interfere na relação com os seus filhos?

Eu tenho muita honra em trabalhar com mães e bebês por ser um público simplesmente maravilhoso. Faz parte da missão de vida fomentar a criação com apego e o colo sem limites através da arte de carregar bebê. A influência nos meus filhos é super positiva, pois são dois seres que carreguei muito e sentem que é algo natural e importante, talvez imprescindível para o desenvolvimento do bebê. Meus filhos me apoiam quando preciso de tempo e silêncio para trabalhar, e o resultado eu vejo quando saímos às ruas, eles veem os bebês carregados com bastante atenção e respeito. Para nós o contato é sagrado.

VF: Como você concilia a maternidade com o seu projeto?

Sou divorciada e com guarda compartilhada atualmente, tenho a metade do tempo “livre” (entre aspas, pois acabo levando e buscando os filhos em quase todas as atividades e acabo ficando mais tempo, por minha alegria). Nunca tive empregada ou babá, sempre tive os pequenos juntos de mim. Me lembro quando comecei a empresa na sala de casa, e era uma alegria estar em casa e com os filhos pequenos por perto. Hoje eu sinto que não é fácil ser mãe empreendedora, sinto que abri mão de muitas coisas pessoais e divertidas para outras fontes de inspiração. A rede de apoio em torno do babywearing me nutre todo dia como mãe empreendedora e me abre espaço para estar mais tempo perto das crianças.

Fotografia de casamento: um mercado em expansão

O mês de maio é conhecido como o mês das noivas e por isso, neste mês, vou conversar com alguns profissionais que trabalham no mercado. Para começar, conversei com o Marcus Vinícius Leite  e André Matunobu , proprietários da SMARTPIC Fotografia. No bate papo eles me contaram um pouquinho como foi a trajetória deles até aqui e a experiência nesse mercado. Confira:

VS – Antes de começarmos nosso bate papo, quero perguntar: Porquê fotografia?

SF – Nós gostamos muito de fotografia de casamento, é o estilo que mais nos identificamos. Gostamos da ideia de captar um momento tão importante na vida dos nossos clientes e torná-los eternos.

VS – Vocês começaram a fotografar casamentos desde quando? O que vocês observaram de diferença no mercado de 2015 para cá? Estamos no ramo desde de 2015 e sentimos de lá para cá um mercado mais aberto. No início da nossa jornada observamos os serviços prestados neste segmento mais engessados e bem tradicionais. Hoje o que vemos é um mercado em evolução com cada dia mais novidades, inovação e tecnologia, principalmente quando falamos em fotografia. Cada dia mais as  noivas procuram por esses diferenciais que tornam o grande dia inesquecível e fazem de tudo para encaixá-los no orçamento final.  hoje é possível negociar com fornecedores e escolher os serviços com personalidade e identidade.

VS – Isso quer dizer que muito mais do que o preço hoje há uma necessidade de identificação com o fornecedor?

SF – Exatamente. Nós sentimos que a nossa identidade nas fotos foi responsável pelos nossos bons resultados nos anos de crise. Aliás, no ano de 2017, quando alguns colegas e cerimonialistas nos informaram que era um ano de crise, nós não percebemos essa crise. Entendemos que o que mudou foi o perfil da festa. O número de convidados diminuiu, mas os noivos não desistiram de realizar seus sonhos. Os nossos clientes procuram uma fotografia diferenciada, como aquelas que eles olham no Pinterest. Nossas fotos tem características muito particulares, os casamentos que fazemos são, em sua maioria, durante o dia, ao ar livre ou em contato com a natureza.

VS – Qual a perspectiva de vocês para os próximos anos?

SF – Cada vez mais estamos sendo procurados para fotografarmos em outros locais. Nossa perspectiva é nos tornarmos fotógrafos de destino (destination wedding photographers), que consistem em fotografar casamentos fora de nossa cidade natal. Hoje, já temos procura de noivas para fotografarmos em São Paulo (capital) e Minas Gerais. Cremos e queremos expandir para o Brasil inteiro, principalmente para noivos que desejam ter uma experiência única de se casar em algum lugar exótico.

VS – E sendo empreendedores e observando essa instabilidade. Como vocês fazem para equilibrar o orçamento?

SF – Há um cálculo de custos, utilização de equipamentos, e capacidade financeira do mercado em que estamos inseridos.

VS – Qual é a maneira que vocês utilizam para se conectarem com os clientes vocês?

SF – Os clientes chegam através de redes sociais e indicação, principalmente de cerimonialistas. Quando o cliente chega através de indicação ele já tem uma confiança muito maior no nosso trabalho, então a alimentação da nossa rede de contatos é essencial para atingirmos nossos clientes. Como trabalhamos com um momento muito especial na vida dos nossos clientes, o atendimento e a compreensão dos desejos dos noivos são essenciais e fazem a diferença entre a contratação ou não dos nossos serviços.

VS – As redes sociais, principalmente no caso da fotografia, acabam servindo como uma vitrine?

Com certeza! Lá o cliente consegue conhecer muito do nosso trabalho, saber se o nosso estilo de fotografia condiz com o que ele deseja e além de aparecer nas buscas de clientes da região.