Como separar as contas pessoais das da empresa?

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Quando se abre um negócio fica cada vez mais difícil diferenciar o que são despesas pessoais e o que são despesas da empresa. E quando as coisas se misturam muito é mais complicado mensurar os resultados do seu negócio. Talvez um produto ou serviço não dão o lucro que você imagina, mas por calcular os gastos de maneira incorreta fica com a impressão de que está tudo certo!

Quando você almoça com um cliente costuma lançar as despesas desse almoço no movimento da sua empresa? A gasolina do seu carro, a manutenção? Você coloca tudo no papel e inclui no cálculo de despesas mensais? Como você dilui esses custos e insere no preço final dos seus produtos e serviços?

Por menor que seja sua empresa, um caderno, uma planilha ou até mesmo um sistema que possa te ajudar a visualizar esses custos é bem-vindo.

Comece devagar, mas não pare: Pode dar trabalho e ser chato no começo, mas uma vez que você escolheu esse caminho essa função é inevitável.

Tenha o seu controle: A internet é uma excelente ferramenta para te ajudar nesse início. Anote tudo, mesmo aqueles gastos que ache irrelevantes.

Entenda de números: Acredite eu já tive um pensamento de que números não eram para mim e precisei entender que eles são importantes para que eu continue fazendo o que eu amo e se você está começando sua empreitada acredite, eles são importantes.

Entenda de fórmulas: Não aquelas que você aprendeu na escola, mas as que ajudam o Excel a calcular o que você precisa. Também com ajuda da internet você conseguirá encontrar o que precisa. Já ajudei empresas a organizarem cada passo do seu processo de trabalho em uma planilha de Excel.

São José dos Campos, a cidade para quem quer empreender

Considerada a sexta melhor cidade do país para se criar novos negócios pelo estudo realizado pela Endeavor Brasil, a cidade de São José dos Campos fica na frente até mesmo de capitais brasileiras. E para comemorar o aniversário da cidade, que acontece nesta sexta-feira, dia 27 de julho, vou listar alguns motivos para empreender por aqui.

Esses estudos, por exemplos analisam o ecossistema empreendedor da cidade, como: em quantos dias você consegue abrir uma empresa; as áreas de inovação; o capital humano; a infraestrutura e os mercados existentes .

A cidade que nasceu como alternativa para pessoas que procuravam um ar mais puro para se curar de doenças, encontrou em seu potencial industrial a sua força e com isso conseguiu desenvolver mercados adicionais que trazem inovação e tecnologia.

Nasci e cresci aqui e também escolhi essa cidade para abrir meu negócio. Meus clientes (quase todos!) também tomaram essa decisão. São José dos Campos tem ares de cidade grande e ainda consegue manter a qualidade de vida de cidade de interior.

São José tem a proximidade de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e com isso se mantém na rota e no fluxo de tudo e de todos. Além disso, estamos a menos de uma hora do litoral e da montanha. Afinal, todos merecemos descanso.

No meio da inovação, da tecnologia, das pesquisas! No meio do caminho está São José. A cidade acolhedora que recebe pessoas de todo canto do mundo, que param por aqui para trabalhar e enriquecer a cidade que hoje é mais do que industrial é polo da inteligência.

São José dos Campos é a capital do Vale do Paraíba e cresce a cada dia. Confira os pontos que listei sobre como São José é importante e ótima cidade para quem quer investir:

  • Em 2017 sua população foi estimada pelo IBGE em 703.219 habitantes, sendo o segundo município mais populoso do interior do Brasil, ficando atrás somente de Campinas;

  • O município é ainda  sede de importantes empresas, como: Panasonic, Johnson & Johnson, Ericsson, Philips, General Motors (GM), Petrobras, Monsanto, Embraer (sede), entre outras;

  • Na Educação destaca-se por possuir importantes centros de ensino e pesquisas, tais como: o DCTA, o INPE, o Cemaden, o IEAv, o IAE, o IFI, a UNESP, o ITA, a FATEC, a UNIVAP, o IP&D e a UNIFESP;

  • É ainda um importante tecnopolo de material bélico, metalúrgico e sede do maior complexo aeroespacial da América Latina;

  • O Parque Tecnológico de São José dos Campos, o maior do tipo no país, sedia unidades de pesquisa de grandes empresas, sendo a única cidade do mundo com centros de pesquisas das três maiores fabricantes mundiais de aeronaves, a Embraer, a Boeing e a Airbus.

Parabéns São José dos Campos!

FOTO: Divulgação Prefeitura de São José dos Campos

Busca por vida saudável impulsiona mercado e vira opção de negócio para quem quer investir

Todo mercado se adapta para atender a algum desejo de consumo. A premissa econômica é simples e objetiva: quando há procura, também há demanda. E a busca pelo estilo de vida saudável vem, claro, tornando-se opção de negócio para quem quer investir.

Um estudo da agência Euromonitor International, de 2017, indicou que nos cinco anos anteriores, o segmento de alimentos e bebidas saudáveis cresceu 12,3% ao ano, em média.

Eu sou um exemplo de pessoa que mudou o estilo de vida, e hoje procuro mais alimentos que seguem essa linha. Entre minhas pesquisas de marcas e até lojas que vendem produtos saudáveis, descobri, em Caçapava, o Atteliê do Sabor, comandando pela chef Renta Porto. E a história dela, é bem legal. Sua primeira formação é em jornalismo, e após trabalhar como assessora e repórter ela decidiu arriscar em uma nova profissão: a de chef de cozinha especializada em gastronomia funcional.

Renata Porto começou fazendo lanches naturais em casa mesmo e depois passou a estudar e investir. Formou-se chef de cozinha pelo Instituto de Gastronomia da América Latina e em 2014 abriu o seu primeiro negócio – o Attêlie do Sabor.

“Eu já nutria uma paixão pela cozinha. E após observar a falta de lojas especializadas em produtos saudáveis, resolvi investir no segmento e abri o Atteliê do Sabor, em Caçapava”, conta Renata que desde de 2014 comanda a loja especializada no comércio de produtos saudáveis, como: pratos congelados, geleias, sobremesas, entre outros produtos sem glúten, sem lactose e sem conservantes e muitos deles orgânicos.

Hoje, além de loja, o Atteliê do Sabor também tornou-se restaurante e café com endereço no centro de Caçapava. A Renata comemora toda sua trajetória.

“Comecei em casa, depois aluguei um espaço dentro de uma academia. O negócio cresceu e eu aluguei uma casa para produzir todos os meus produtos com mais estrutura e assim pude aumentar minha gama e cardápio. Depois de quase 4 anos lutando pelo meu negócio, realizei um grande sonho. Inaugurei , há cerca de três meses uma loja no centro da cidade”, conta a chef.

O crescimento da procura por alimentos saudáveis, sem dúvidas, impulsionou o negócio da Renata Porto. E o crescimento desse mercado não para por aí.  Ainda de acordo com a pesquisa da Euromonitor Internacional até o ano de 2021 o mercado de alimentação saudável no Brasil deve crescer, em média, 4,41% anualmente.

Fica a dica para quem quer abrir um novo negócio ou se aventurar no mundo para ser empreendedor.

Vai um cafézinho ai? Empreendedores que apostam em cafeterias como negócio comemoram o crescimento do mercado

Você pode até duvidar, mas segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), o inocente cafézinho é consumido no país por 9 entre 10 pessoas com mais de 15 anos.

E quem aposta no segmento de vendas de café tem comemorado o crescimento desse mercado. Em São José dos Campos, o número de cafeterias cresce aos olhos vistos, e principalmente no Colinas Shopping, que hoje possui mais de 10 cafés em sua extensão.

E se você se interessou pelo assunto, vai ficar ainda mais impressionado com os números.  Ainda de acordo com a Abic, o consumo da bebida fora de casa aumentou 307% nos últimos 8 anos. Consequentemente, o negócio de cafeterias tem crescido bastante em todo o país, mostrando-se bastante rentável.

Bati um papo com a Larissa Dantas, gerente de novos negócios do Colinas Shopping que falou sobre o boom das cafeterias no centro comercial nos últimos anos e como o público aproveita a diversidade e opções.

Vivian Sant’Anna: Quando o Colinas começou a ser procurado por franquias de cafeterias?

Percebi o boom de cafeterias há uns 12 anos. O Colinas Shopping é um ponto de encontro. O nosso público gosta de ter opções e variedade na hora de escolher. Eles estão aqui quase todos os dias.

Vivian Sant’Anna: Quantas cafeterias existem hoje no shopping? 

Hoje temos 13 estabelecimentos que servem cafés. Alguns não são cafeterias, mas disponibilizaram em seu cardápio o cafézinho para agradar o cliente, oferecendo propostas diferenciadas: um café com sorvete, por exemplo.

Vivian Sant’Anna:Por que você acredita que esses cafés têm se tornado tão populares?

O nosso público gosta de se encontrar aqui, por esse motivo os cafés são muito procurados. Com a variedade agradamos o nosso público e também oferecemos diversidade, deixando-o à vontade para provar um pouquinho de cada.

Vivian Sant’Anna:Quais os  perfis dos empreendedores que investem em cafeterias no Colinas Shopping? 

Temos no Colinas Shopping um plano de mix.O Rei do Mate, o Café Donuts e o Café do Ponto, são cafés que precisávamos ter aqui. Hoje também acreditamos no diferencial. Acreditamos num projeto e apostamos nele junto com os empreendedores. Vejo que hoje temos empreendedores muito mais presentes no negócio. Eles estão à frente e colocam a mão na massa. Diferente de alguns anos atrás, onde havia muitos investidores, que apenas abriam o negócio mas não vivenciavam o seu dia a dia. Hoje temos mais interesse de empreendedores que querem um negócio para estar presente o tempo todo.

Vivian Sant’Anna: Quais são as novidades que podemos esperar para os próximos meses? 

Hoje o Colinas Shopping traz mais do que o comércio, queremos proporcionar experiências. O plano é apostar em novas experiências e vivências.

Vivian Sant’Anna: Qual é a recomendação que você dá para os empresários que querem abrir um café ou até mesmo uma loja no Shopping? 

O Colinas Shopping disponibiliza uma consultoria, orientamos sobre o melhor local, melhor ponto, sempre respeitando o empreendedor que aqui ali vai investir. Estamos também sempre presentes para proporcionar todo o suporte necessário para o empresário.

Seu negócio está conectado nas redes sociais? Descubra como não fazer feio na presença online

Uma pesquisa realizada pela ESET mostra os atuais hábitos de usuários brasileiros na internet. O documento revela que mais de 53% dos usuários passam mais de 6 horas por dia conectados por causa desses novos hábitos e ignorar a presença digital do seu negócio é ignorar a sobrevivência da sua empresa. 

As pessoas utilizam o celular para quase tudo o que precisam fazer hoje em dia. A quantidade de informações disponíveis e a facilidade de encontrar essas informações online fez com as empresas reinventassem seu modelo de negócio. E é por isso que você também precisa acompanhar essas mudanças para divulgar o seu negócio. 

Se você dispõe de recursos para contratar uma empresa especializada vá fundo! Faça perguntas, se informe e descubra como pode obter mais das redes sociais. Agora se você não dispões desses recursos, esteja preparado para aprender e utilizar o que for preciso. 

Identifique as redes sociais que são adequadas para o seu negócio. Cada uma delas tem uma linguagem e públicos diferentes. Descubra qual o seu público utiliza e comece seu planejamento estratégico de comunicação com eles agora mesmo. 

As redes sociais tem algoritmos que determinam quem vai ver suas publicações. Ter muitas curtidas ou seguidores não é garantia de ter o seu conteúdo visto por muita gente e também não garante a interação necessária para que sua marca seja referência por lá. 

Frequência é tudo! Não adianta entrar nas redes sociais uma vez por mês e publicar 10 fotos. Você precisa estabelecer uma frequência de postagens e segui-la. 

Preste atenção na qualidade das suas publicações. As redes sociais funcionam como uma vitrine do seu produto ou serviço, atente-se a qualidade do que você publica para que elas valorizem o seu negócio. 

Informe-se! Sempre surgem novas plataformas, formatos de interação com os seus clientes. Abuse dessas novidades! 

Cuidado com as polêmicas: Evite fazer publicações que possam ofender alguém ou um grupo de pessoas. Sua opinião pode, muitas vezes, não ser a opinião do seu cliente. 

Administre o feedback deles! As redes sociais também funcionam como um SAC, principalmente negativo. Saiba acolher e resolver essas reclamações. 

8 dicas para incentivar seus funcionários e mantê-los engajados

Nos últimos dias tenho presenciado em meus atendimentos uma certa dificuldade dos empreendedores em motivar e inspirar seus colaboradores. E sempre é preciso lembra-los que a melhor maneira de aumentar exponencialmente seus rendimentos é tendo uma equipe comprometida com os resultados. Agora que a Copa do Mundo está quase acabando, está mais do que na hora de organizar a empresa com essas dicas para motivar seus colaboradores.

  1. Dê feedback sempre! Como um funcionário vai saber que está fazendo algo errado se você não contar. Coloque um lembrete na sua agenda, anote quando não gostar de algo e não puder falar na hora! Mesmo quando não tiver jeito e um funcionário não tiver mais um lugar na sua equipe ele precisa entender o porquê.
  2. Prepare-os para mudança. É preciso ensinar seus colaboradores a lidar com o ciclo da mudança que passa pela negação, resistência, reflexão e aceitação. É comum a produtividade da equipe ser afetada nesses momentos, no entanto, o líder que normalmente é o dono da empresa precisa entender esse ciclo e preparar seus colabores para ele constantemente.
  3. Não confunda se estressar com se importar. Não alcançar um objetivo e se aborrecer com isso não pode ser a sua estratégia para a inflamar sua equipe. Isso não funciona e definitivamente não vai te ajudar a mudar esse cenário. Nenhum profissional atua bem se estiver tenso ou estressado. Importar-se é relaxar, manter o foco e utilizar todos os recursos para alcançar o objetivo.
  4. Não seja apenas um bombeiro. Se você é aquela pessoa que fica o tempo todo atrás das urgências e não segue um plano concluindo aquelas tarefas importantes para o seu negócio algo está errado.
  5. Acompanhe os resultados dos seus colaboradores. Todo empregado não produtivo que você gerencia está com algum conflito. Descobrir como auxiliá-lo nesse conflito pode ser a chave para melhorar seus resultados.
  6. Faça sua equipe se responsabilizar por suas tarefas. Para fazer isso você pode começar elogiando um funcionário e dizendo o quanto ele é importante para desenvolvimento da empresa, seja específico e enfatize algo que ele fez que tenha realmente beneficiado a empresa. . A seguir reforce seu compromisso com essa pessoa. Acredito em você, eu o contratei pelo que eu vi em você. Estou empenhado no seu desenvolvimento e depois disso criem juntos um compromisso um compromisso para o resultado que você precisa.
  7. Contrate os motivados. Parece simples, mas já na entrevista de emprego você pode fazer perguntas inesperadas, aquelas que não tem respostas prontas e explore as “camadas do seu candidato”.
  8. As vezes bonzinho, as vezes não. Ser chefe nem sempre é legal e muitas vezes o desafio é encontrar o equilíbrio de ser firme quando necessário. Por mais que você não goste ou que isso não faça parte do seu estilo de liderança transitar entre estes estilos é imprescindível para atravessar as adversidades.

 

Quero abrir um negócio, e agora?

Seja por vontade própria ou por aquele empurrãozinho da vida, abrir o próprio negócio é uma jornada bem complexa e quando você começa pensar nisso muitas dúvidas vem a cabeça sobre como começar.

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no ínicio deste ano, mostrou que os mercados mais promissores para 2018 estão no ramo de alimentação, saúde e serviços pessoais. A lista foi feita com base nos segmentos com maior taxa de abertura e expansão nos últimos anos e tendências da economia nacional e mercado externo.

Entre os exemplos de negócios em alta, o Sebrae citou como exemplo o fornecimento de marmitas, serviços para idosos, atividades de estética e saúde para PET.

Se sua área para o seu novo negócio está entre essas citadas acima, ponto para você! O primeiro passo foi dado com maestria.

Agora vamos aprender a como colocar o negócio para funcionar?

  1.     Analise o mercado:Todo mundo quer trabalhar com o que gosta, mas primeiro é preciso saber se o que você faz resolve um problema do seu cliente e se ele está disposto a pagar por isso.
  2.     Descubra o seu porquê: Descobrir porque você faz o seu trabalho abre muitas portas e te ajuda a fazer um planejamento correto. Por exemplo, se o seu foco for: embelezar as mulheres a um preço justo, talvez um salão dentro de um shopping ou em uma área nobre não seja a melhor alternativa. Já se você optar por “oferecer um serviço de qualidade com a conveniência e disponibilidade de horários”, a opção do shopping é convidativa e muda completamente a sua proposta de trabalho.
  3.     Defina o seu orçamento:Comece mapeando os recursos disponíveis, tanto financeiros, quanto de materiais e instrumentos que você já possui. Assim você consegue formatar o seu projeto de uma maneira mais prática.
  4.     Defina seu público alvo:Quanto melhor definido é o seu público alvo, maiores são as chances de você obter sucesso. A resposta que eu mais escuto é: “todo mundo pode comprar de mim”. Quem vende para todo mundo, acaba não vendendo para ninguém. Ser especialista é sempre uma vantagem, pois permite você entender e atender as necessidades do seu público-alvo.
  5.     Você fará muito mais do que imagina:Quando você faz uma formação de cabeleireiro/esteticista não imagina que terá que entender de finanças, vendas, marketing para fazer o seu negócio funcionar. Vale a pena procurar por aprendizado também nessas áreas. Já que você será um profissional multitarefa, aqueles que desempenha diversas funções ao mesmo tempo e provavelmente será responsável pelo trabalho de outras pessoas.
  6. Tenha metas e crie um caminho para alcançá-las.Você precisa saber os ponto de equilíbrio da sua empresa: que é o ponto onde sua empresa começa a dar lucro. Descubra esse valor e crie estratégias para a elevar o seu faturamento.
  7. Tenha paciência!Por mais difícil de que seja, novos negócios levam tempo para se tornarem rentáveis. Se preparar financeiramente e psicologicamente para esse período é fundamental.

Depois de anotar e organizar essas ideias, vá para os passos práticos, como abrir sua empresa formalmente e encontrar um lugar adequado para que ela possa existir.

Pequenos produtores rurais se unem e criam espaço colaborativo em São José dos Campos

Apesar da globalização, há uma crescente de movimentos que incentivam os produtores locais e regionais. E é com essa premissa, que um grupo de produtores rurais do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira se uniu para criar  o movimento “Fazedeiras da Serra – parceria&sustentabilidade”, que tem como objetivo fortalecer suas marcas expondo e vendendo seus produtos de forma colaborativa.

Essa novidade chegou em São José dos Campos há  dois meses pelas mãos da idealizadora do projeto Regina Araújo, que comanda ao lado de outros produtores o espaço colaborativo de produtos rurais e artesanais no Empório Emiliana, na Vila Adyana. “Nós já mensuramos um crescimento nas vendas desde então. O espaço Fazedeiras nos dá a oportunidade de contar a história de nossos produtos e assim trazê-los para mais perto do consumidor”, revela Regina.

Quer entender melhor como funciona o movimento de economia colaborativa do Fazedeiras da Serra? Confira meu bate-papo com a Regina Araújo:

Vivian Sant’Anna: Como surgiu a ideia do Fazedeiras da Serra?
O Movimento Fazedeiras da Serra nasceu da necessidade de expansão dos negócios da GeleiaBoa, minha marca de geleaias artesanais. Pesquisando empreendimentos inovadores na área da pequena produção artesanal me identifiquei com uma iniciativa que surgiu no Brooklin, em Nova York, na década de 1970, com a indignação de um produtor com o custo do seu produto ao consumidor final praticado nas lojas e mercados. Ele pensou o seguinte: “se cada amigo me der 200 dólares, a gente monta um mercado colaborativo, onde nós faremos todos os trabalhos em sistema de doação de horas de mão de obra com objetivo do preço justo para todos da cadeia do negócio. Para surpresa dele mais de 600 pessoas entre amigos e amigos dos amigos contribuíram e então iniciaram o primeiro mercado colaborativo em NY.
Inspirada nessa iniciativa eu comecei pensar nos amigos e nos recursos que tinha por perto. Enquanto eu pensava no modelo do mercado em local fixo, veio a ideia de adaptar para um modelo Itinerante inicialmente. Aí, nasceu o Fazedeiras da Serra parceria & sustentabilidade, em zona rural em 2017, o qual expandiu no mesmo ano com participações em eventos corporativos em empresas públicas e privadas na região do Vale do Paraíba e São Paulo, capital. Em 2018 a iniciativa foi readaptada abrangendo oficialmente o Território Mantiqueira e Vale do Paraíba. Essa abertura de mercado possibilitou o meu reencontro com um grande amigo de adolescência, o empresário também produtor artesanal Renato Zambrini que, cedeu um espaço no seu empório Emiliana, na Vila Adyana,  para que eu colocasse em prática o tão sonhado plano o qual batizamos de “Espaço Colaborativo Fazedeiras da Serra-Emiliana”.

Vivian Sant’Anna:Que tipo de produtores estão envolvidos?

São produtores artesanais familiares que produzem no Território Mantiqueira e Vale do Paraíba.

Vivian Sant’Anna:E como funciona o grupo?
Cada produtor é responsável por apresentar o Movimento Fazedeiras da Serra e todos os produtos que participam da iniciativa ao consumidor e também é responsável pelo seu produto seja no Espaço Colaborativo ou no Itinerante.

É um Movimento com regras específicas e termo de compromisso para cada forma de participação. O Espaço Colaborativo Fazedeiras da Serra-Emiliana com número de nichos limitados, tem taxa de adesão e contribuição mensal para custos com assessoria de imprensa e pequenas manutenções no local.

Para participação no Fazedeiras da Serra Itinerante as despesas com infraestrutura são rateadas e para o produtor que não faz parte do espaço colaborativo cabe contribuição destinada aos serviços de assessoria de imprensa do Fazedeiras da Serra. Não há limite de número de produtores basta se identificar com a proposta.

Vivian Sant’Anna:O que vocês esperam atingir com essa união?

Em primeiro lugar, juntos nós economizamos custos por exemplo com aluguel, luz, água e funcionários visto que o Empório Emiliana é a parceria que permite a sustentabilidade do negócio.
Isso nos dá segurança para avançar nos planos e gerar negócios coletivos por meio de  rodadas de negócios no local,  assinatura mensal de produtos Fazedeiras da Serra,  lançar site de vendas, Catálogo de vendas p distribuidoras.

Vivian Sant’Anna:Vocês sentem esse movimento inverso de procurar por algo diferenciado, exclusivo e artesanal?
Esse movimento inverso sempre esteve presente num pequeno nicho de mercado, exemplo vegetarianos e consumidor de produtos naturais no geral. De alguns anos pra cá o alimento saudável, sem conservante químico, feito artesanalmente  em pequena escala virou “moda” pegando carona na mídia do orgânico. Quando eu falo que o Fazedeiras da Serra é um Movimento de resistência da produção artesanal familiar é também nesse sentido – no caso sobretudo do alimento, o de aceitação do consumidor como algo que é feito com cuidado por famílias pensando em quem vai comer, independente de selos ou rótulos.
Essa abordagem mais pessoal tem sido possível  pelo crescente  apoio de empresários que compartilham seus espaços com os pequenos produtores fazendo com que cada vez mais nossos produtos carregados de histórias entrem diretamente na casa do consumidor.

Vivian Sant’Anna: Como você acredita que esse projeto auxilia as famílias produtoras?
O Fazedeiras da Serra propõe um estilo de trabalho que tem também o cunho da
1) mudança de comportamento dos produtores no modo de agir coletivamente de forma colaborativa;

2) no planejamento de suas produções;
3) na comodidade de ter um espaço com seus produtos a venda pelo preço justo do produtor;
4) ter seus produtos num espaço com 40 anos de tradição na cidade atendendo em média diária mais de 100 pessoas no local;
5) gerar renda;
6) Excelente custo x benefício do negócio;
7) No Itinerante uma forma a mais de expansão das vendas e exposição da marca individualmente.

Vivian Sant’Anna:O que você acredita que ele traz de desenvolvimento econômico para a região?
Ainda é cedo para dizer alguma coisa nesse sentido, mas no ritmo que estamos trabalhando e avançando eu arriscaria dizer que estamos propondo inovação no mercado artesanal e isso gera curiosidade das pessoas e elas querem fazer parte de alguma forma. Isso ocorrendo de fato, nós teremos também roteiro de visitação às produções. Toda forma de receita será impactado na economia local.