Do hobby ao trabalho: Fotografia pode ser uma ótima oportunidade para quem quer ganhar dinheiro

O mercado de trabalho da fotografia está em constante atualização e, cada vez mais fotógrafos têm buscado o seu posicionamento profissional. As possibilidades são diversas, do nicho de mercado à remuneração. Tem aqueles que querem aprender por diversão e hobby e aqueles que querem viver de fotografia. Você pode ser fotógrafo, dar cursos, palestras ou até ter uma escola, porque não?

Essa entrevista conta um pouco da história do André Felipe Selga Braga, proprietário da escola de fotografia F\STOP, no Jardim Satélite. Há 3 anos no mercado, André conta que atrai não apenas pessoas que querem ser fotógrafos profissionais, mas também aquelas que adoram sair clicando por ai e querem saber mais e mais.

E para aqueles que querem ingressar na carreira, André dá a dica: “O mercado perde muito porque o fotógrafo está apenas preocupado em ser um excelente fotógrafo e não um excelente administrador. Para o fotógrafo que consegue construir algo de valor para o seu cliente o preço é insignificante”, conta André Felipe Selga Braga, proprietário da escola F\STOP, no Jardim Satélite.

André Segal comanda a escola de fotografia F\STOP, no Jardim Satélite

Quer saber mais sobre o mundo da fotografia, seja para diversão ou trabalho? Vem ler o meu bate papo com o empresário:

Vivian Sant’Anna: Qual é o perfil dos alunos que procuram o curso de fotografia?

A maioria dos meus alunos fazem o curso por hobby ou porque desejam tirar melhores fotos do seu trabalho, por exemplo: “Faço bolos e quero tirar lindas fotos para divulga-los”. Além disso é muito comum os alunos que desejam aprender apenas pelo hobby mesmo, para viajar, etc. Tenho alunos desde os 13 até os 70 anos na sala, ou seja, o perfil é gostar de fotografia. Apesar de o curso preparar para que profissional trabalhe com fotografia muitos desejam apenas aprender.

Vivian Sant’Anna: Qual o diferencial da sua escola?

Quando eu comecei muitos me diziam que tinham vontade de fazer o curso, mas não tinham uma câmera para isso. Eu enxerguei a necessidade e pensei que oferecendo uma câmera para o aluno ele iria descobrir se era isso mesmo que ele queria, se informar, para daí fazer a compra do equipamento depois que ele terminar o curso. Então, esse foi o nosso diferencial. Oferecer o equipamento na escola para quem faz o curso. No curso nós abordamos os tipos de equipamentos, conversamos ensinamos as diferenças e depois ele acaba adquirindo o equipamento.

Vivian Sant’Anna: O que você precisou aprender para abrir a sua escola?

Sempre prezei muito pela questão da didática. Não adianta você ser um excelente fotógrafo se você não sabe transmitir isso. Eu me especializei em gestão empresarial e oratóriapara conseguir falar melhor e me especializei no modelo europeu de como os alunos devem se sentar na sala. Então hoje o meu formato é de conseguir enxergar cada aluno, o aluno me enxerga, todos no mesmo ambiente. Procurei trazer um modelo diferente, pois a fotografia tem a questão técnica que as vezes é um pouquinho chata. Então procuro mostrar isso de uma maneira que deixa o aluno mais confortável. Procuro maneiras diferentes de explicar e fui adquirindo experiência conforme o tempo foi passando. Nosso material é próprio. Ainda faço muitos cursos para entender a didática e aprender mais sobre fotografia.

Vivian Sant’Anna: Para quem quer ingressar na carreira, qual o investimento?

Não precisa de muito. Claro que o equipamento não é barato, mas muitas vezes em 3 ou 4 trabalhos você consegue compensar esse investimento ao contrário de outras profissões onde você estuda por vários anos e demora ainda mais para ter o retorno desse investimento. A oportunidade de retorno de investimento é muito grande.

Vivian Sant’Anna: Para quem termina o curso de fotografia e quer torna-la uma profissão. Qual é o próximo passo?

Tem muitos fotógrafos bons que desistem da área porque focam somente na sua fotografia. Eu recomendo que os profissionais saiam daqui e procurem soluções como o Empretec do SEBRAE, que ensina a montar uma empresa; um curso de marketing digital, que ensina a divulgar o seu trabalho. Não adianta sair do curso, saber tudo sobre fotografia e não saber divulgar o seu trabalho, qual público você quer atingir ou como administrar uma empresa.

Vivian Sant’Anna: Alguma outra dica especial?

Pesquise o seu mercado, quem são seus concorrentes, qual é o preço que eles estão cobrando e talvez começar cobrando um pouco menos. Eu sei que o mercado tem o tipo de cliente que contrata por preço e o cliente que procura qualidade. Cabe a você mostrar seu valor.

O seu profissionalismo começa desde o primeiro atendimento. A primeira impressão diz tudo. Aqui na escola eu sempre procurei ter um excelente atendimento. Quando um aluno entra em contato pelo Facebook ou pelo whatsapp a gente não demora para responder e essa qualidade no atendimento fez com que minhas turmas ficassem sempre cheias.

Como trabalhar menos e produzir mais em 2019?

Planejamento é sempre a palavra de ordem para quem quer ter produtividade

Trabalhar duro para alcançar o sucesso financeiro foi por muito tempo o jargão do mundo dos negócios e ele sucunbiu na Era Pós-Industrial, o que afetaria a maneira da sociedade se comportar por muitos anos.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup revelou que, atualmente, a média de trabalho semanal do país é de 47 horas. Outro estudo aponta que a maior causa de estresse no trabalho (cerca de 46%) é, justamente, a carga horária. Não à toa, 80% dos americanos afirmam odiar seus trabalhos.

No Brasil números revelados pela Isma (International Stress Management Association), revela que 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o trabalho. Então que tal aprender algumas dicas para trabalhar menos e produzir mais em 2019?

Já adianto: não é preciso ficar horas na frente do computador. Você pode trabalhar 4 horas por dia e ser bem sucedido.

Não ao “multitasking”

O multitarefas pode até parecer o “esperto”, mas realizar diversas tarefas ao mesmo tempo é prejudicial para a produtividade. O problema é que, de acordo com especialistas a tentativa de”multitarefar” pode ter o efeito contrário, com perdas importantes de eficiência. Isso acontece porque o cérebro possui uma espécie de filtro de engajamento: quando nos concentramos em uma coisa, ele automaticamente “desfoca” o restante. No fim das contas, ter foco em uma coisa de cada vez é mais importante e ágil.

Seja organizado

Faça uma relação das principais tarefas dos dias seguintes e selecione as que terão mais impacto no seu trabalho. Essas são suas prioridades. Tarefas de última hora devem ser bem avaliadas. Fazer coisas urgentes a todo momento é entrar sempre no modo multitarefa. É como se você vivesse no trabalho apenas para apagar os incêndios.

Dê uma pausa
O cérebro tem um limite de foco e depois que ele atinge seu limite é preciso desfocar para recomeçar. Existem fórmulas que podem te ajudar: a 52 x 17 (52 minutos de trabalho x 17 de pausa), que podem ajudar nessa organização.

Desligue as notificações
As tecnologias ajudam e muito no trabalho, mas muitas vezes elas nos deixam ainda mais ansiosos. A dica é desligar as notificações do seu celular. É preciso saber a hora de conectar e desconectar, quando silenciar e entender quais e quando os apitos deverão te interromper.

Mensure os resultados e não o tempo

Não é preciso ficar horas na frente do computador para gerar os melhores resultados. A verdade é que, para se tornar produtivo, é necessário priorizar as tarefas de acordo com a sua importância e entregar mais em menos tempo (e não trabalhar mais em mais tempo, como se costuma pensar).

E-mail o dia todo
Se você não sai da sua caixa de entrada o dia todo, eu posso garantir que você não é produtivo – exceto se no seu job description a principal atividade for ler e responder e-mail ( que aposto que não é). A dica é: separe alguns minutos no começo, meio e fim do dia para resolver os pepinos por e-mail e tente se manter longe dele quando estiver no meio de outra tarefa.

E aí, vamos começar 2019?