Artesanato: conheça os empreendedores que ganham dinheiro com artes manuais

O artesanato está presente como atividade econômica em 78,6% dos municípios brasileiros, de acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (2014), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mesma pesquisa aponta que hoje cerca de 8,5 milhões de brasileiros garantem o sustento do lar desta forma. Juntos, os empreendedores do artesanato movimentam mais de R$ 50 bilhões por ano.

Apesar da cifra bilionária, poucos artesãos brasileiros viram de fato empreendedores. Ainda falta apoio, principalmente de órgãos públicos, como prefeituras, para regularizar as atividades e os locais de trabalho, oferecendo suporte para aqueles que movimentam, principalmente na época de férias, as cidades litorâneas.

Em Caraguatatuba, quem nunca passou para dar aquela olhadinha na feirinha hippie? Seja no centro ou na praia Martim de Sá? Como sempre me interesso por histórias sobre negócios, seja ele qual for, bati um papo com alguns personagens bem bacanas na feirinha de artesanato na Praia Martim de Sá.

Uma delas é a costureira Elisabethe Carvalho, que há 14 anos trabalha na área de costura. Durante todo o ano trabalha em casa consertando barras, zíperes e costurando modelos. Aos finais de semana e principalmente nas férias monta seu espaço na feirinha da praia para complementar a renda.

“ Há dois anos vendo meu artesanato aqui na feira da Martim e o produto mais procurado são as cangas artesanais, costuradas a mão e com acabamento diferenciado”, revela ela que vende mais de 300 cangas durante a temporada de verão.

A artesã Rosana Maria Sanches Franco também ganha seu dinheiro na feirinha da Martim. Simpática ela conta que o dinheiro ganho ali dá para pagar as contas e ter uma vida boa e nesta época de verão os lucros são bem convidativos. “Aqui vendo cangas e também vestidos com estampas exclusivas feitas por mim. O Tie Die é a técnica mais usada nas minhas peças” conta.

Além do artesanato, encontrei também quem está ali para oferecer alimentos. E o carrinho da tapioca estava lotado durante toda a temporada. Maria doa Anjos há 11 anos cozinha para fora. Ela começou vendendo salgados na areia e em 2007 conseguiu sua licença para vender tapioca em seu carrinho. São mais de 40 sabores entre doces e salgados que custam de R$10 a R$20. “Nesta época aproveitamos para vender o máximo possível. Comercializo de 30 a 50 tapiocas por dia”, conta ela animada.

Nota da Vivian:

Trabalhar no litoral pode ser o sonho de muitos, mas por lá a maior dificuldade a baixa rotatividade de clientes durante a baixa temporada. Então é preciso mais do que nunca ter uma sabedoria empreendedora, para lucrar durante os meses mais movimentados. Ter uma planejamento financeiro para lidar com a baixa temporada é essencial, além de criar ações que chamem atenção desses clientes aos finais de semana e investir no relacionamento com ele o ano todo, as redes sociais pode ser um ótima ferramenta para isso.

Kadu Lanches: conheça a história empreendedora de Carlos Eduardo

Carlos Eduardo Canuto, o Kadu, há uma ano abriu sua terceira unidade em Caraguatatuba

Quem nunca comeu um lanche com muitos molhos no Kadu Lanches, em São José dos Campos? Os lanches vocês podem até conhecer, mas poucos conhecem a história do Carlos Eduardo Canuto, o famoso Kadu.

Tudo começou em 1990, quando começou vendendo sanduiches naturais em parceria com um amigo. Carlos Eduardo, o Kadu, estava desempregado havia um ano, após sair de uma instituição financeira em São José dos Campos. Ele ficou famoso entre os estudantes seu maior público na época.

“Era convidado para vender lanches em festas escolares e dai fiquei muito conhecido entre a moçada”, lembra Kadu que aproveitou a “fama” para organizar festas para o público jovem na cidade. “Além dos lanches, também organizávamos festas para dar uma força no orçamento”.

Durante as férias escolares, Kadu não parava. Já que a maioria estava viajando, aproveitava a temporada de verão para descer a serra e vender seus sanduiches no litoral. “Era um jeito de não deixar de vender, mesmo com a maioria viajando. No Litoral rendia mais um dinheiro”, conta ele.

Em 1993, Kadu finalmente juntou dinheiro para comprar seu primeiro trailer e fixou-se na Avenida 9 de julho, na esquina da Receita Federal. Ele nem imaginava que anos depois estaria com três unidades de seu negócio e ampliaria seu leque de produtos.

Atento às novidades, em uma viagem a Florianópolis descobriu os segredos do crepe. “Vim para São José pensando em acrescentá-los no cardápio”. E não deu outra, em 2002, Kadu inaugurava a Creperia do Kadu, no Jardim São Dimas. “Fiz um curso e aprendi a fazer crepes. O segredo é a chapa”, revela.

E a história de empreendedor não para por ai. Em 2010 o trailer da 9 de julho ganhou ponto fixo e no ano passado Kadu expandiu mais uma vez os negócios e inaugurou mais uma unidade, desta vez em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

“Já tinha família na cidade e sempre passei as férias na praia. Neste ano completamos um ano de Kadu Lanches – Caraguá e até agora estamos gostando do resultado”, conta ele que revela também que no litoral o trabalho é diferente. “Aqui o maior movimento é na temporada de verão. Dizem que trabalhamos esses meses para nos mantermos o resto do ano e a maior dificuldade que percebemos é essa: a constância de clientes o ano inteiro”.

Com seis funcionários fixos durante todo o ano e mais quatro durante a temporada, Kadu conseguiu reproduzir o mesmo cardápio, molhos e sabor dos lanches comercializados em São José. “Trazemos as mesmas receitas, o mesmo pão, os mesmos molhos. O único ingrediente “caiçara” é a carne que produzimos o hambúrguer, mas o preparamos na mesma medida e forma da matriz”, conta.

E quem diz que por trás de um grande homem existe uma grande mulher e uma equipe competente, está certo. Kadu não deixou de me contar sobre a força e parceria da esposa Daniela Sanches, que desde o início foi sua maior incentivadora e sobre a gratidão que tem com todos os seus colaboradores. Aqueles que ainda estão com eles e aqueles que já não fazem mais parte do quadro de funcionários.

“Minha esposa está comigo nesta caminhada há 18 anos e sempre me apoiou em tudo. E tive sorte de no caminho encontrar pessoas que acreditavam em mim e colaboradores que me ajudaram a chegar onde estou hoje”, diz ele com um brilho no olhar.

Nota da Vivian Sant’Anna

A história de empreendedores de sucesso da cidade é mesmo fascinante. Quando visitamos um negócio, seja ele um grande empreendimento ou pequeno, nem imaginamos o caminho que o fez chegar até ali. Quais foram os obstáculos que enfrentaram e como tudo começou. Em histórias como a do Kadu temos certeza de uma coisa: não é sorte, é trabalho!.

Do hobby ao trabalho: Fotografia pode ser uma ótima oportunidade para quem quer ganhar dinheiro

O mercado de trabalho da fotografia está em constante atualização e, cada vez mais fotógrafos têm buscado o seu posicionamento profissional. As possibilidades são diversas, do nicho de mercado à remuneração. Tem aqueles que querem aprender por diversão e hobby e aqueles que querem viver de fotografia. Você pode ser fotógrafo, dar cursos, palestras ou até ter uma escola, porque não?

Essa entrevista conta um pouco da história do André Felipe Selga Braga, proprietário da escola de fotografia F\STOP, no Jardim Satélite. Há 3 anos no mercado, André conta que atrai não apenas pessoas que querem ser fotógrafos profissionais, mas também aquelas que adoram sair clicando por ai e querem saber mais e mais.

E para aqueles que querem ingressar na carreira, André dá a dica: “O mercado perde muito porque o fotógrafo está apenas preocupado em ser um excelente fotógrafo e não um excelente administrador. Para o fotógrafo que consegue construir algo de valor para o seu cliente o preço é insignificante”, conta André Felipe Selga Braga, proprietário da escola F\STOP, no Jardim Satélite.

André Segal comanda a escola de fotografia F\STOP, no Jardim Satélite

Quer saber mais sobre o mundo da fotografia, seja para diversão ou trabalho? Vem ler o meu bate papo com o empresário:

Vivian Sant’Anna: Qual é o perfil dos alunos que procuram o curso de fotografia?

A maioria dos meus alunos fazem o curso por hobby ou porque desejam tirar melhores fotos do seu trabalho, por exemplo: “Faço bolos e quero tirar lindas fotos para divulga-los”. Além disso é muito comum os alunos que desejam aprender apenas pelo hobby mesmo, para viajar, etc. Tenho alunos desde os 13 até os 70 anos na sala, ou seja, o perfil é gostar de fotografia. Apesar de o curso preparar para que profissional trabalhe com fotografia muitos desejam apenas aprender.

Vivian Sant’Anna: Qual o diferencial da sua escola?

Quando eu comecei muitos me diziam que tinham vontade de fazer o curso, mas não tinham uma câmera para isso. Eu enxerguei a necessidade e pensei que oferecendo uma câmera para o aluno ele iria descobrir se era isso mesmo que ele queria, se informar, para daí fazer a compra do equipamento depois que ele terminar o curso. Então, esse foi o nosso diferencial. Oferecer o equipamento na escola para quem faz o curso. No curso nós abordamos os tipos de equipamentos, conversamos ensinamos as diferenças e depois ele acaba adquirindo o equipamento.

Vivian Sant’Anna: O que você precisou aprender para abrir a sua escola?

Sempre prezei muito pela questão da didática. Não adianta você ser um excelente fotógrafo se você não sabe transmitir isso. Eu me especializei em gestão empresarial e oratóriapara conseguir falar melhor e me especializei no modelo europeu de como os alunos devem se sentar na sala. Então hoje o meu formato é de conseguir enxergar cada aluno, o aluno me enxerga, todos no mesmo ambiente. Procurei trazer um modelo diferente, pois a fotografia tem a questão técnica que as vezes é um pouquinho chata. Então procuro mostrar isso de uma maneira que deixa o aluno mais confortável. Procuro maneiras diferentes de explicar e fui adquirindo experiência conforme o tempo foi passando. Nosso material é próprio. Ainda faço muitos cursos para entender a didática e aprender mais sobre fotografia.

Vivian Sant’Anna: Para quem quer ingressar na carreira, qual o investimento?

Não precisa de muito. Claro que o equipamento não é barato, mas muitas vezes em 3 ou 4 trabalhos você consegue compensar esse investimento ao contrário de outras profissões onde você estuda por vários anos e demora ainda mais para ter o retorno desse investimento. A oportunidade de retorno de investimento é muito grande.

Vivian Sant’Anna: Para quem termina o curso de fotografia e quer torna-la uma profissão. Qual é o próximo passo?

Tem muitos fotógrafos bons que desistem da área porque focam somente na sua fotografia. Eu recomendo que os profissionais saiam daqui e procurem soluções como o Empretec do SEBRAE, que ensina a montar uma empresa; um curso de marketing digital, que ensina a divulgar o seu trabalho. Não adianta sair do curso, saber tudo sobre fotografia e não saber divulgar o seu trabalho, qual público você quer atingir ou como administrar uma empresa.

Vivian Sant’Anna: Alguma outra dica especial?

Pesquise o seu mercado, quem são seus concorrentes, qual é o preço que eles estão cobrando e talvez começar cobrando um pouco menos. Eu sei que o mercado tem o tipo de cliente que contrata por preço e o cliente que procura qualidade. Cabe a você mostrar seu valor.

O seu profissionalismo começa desde o primeiro atendimento. A primeira impressão diz tudo. Aqui na escola eu sempre procurei ter um excelente atendimento. Quando um aluno entra em contato pelo Facebook ou pelo whatsapp a gente não demora para responder e essa qualidade no atendimento fez com que minhas turmas ficassem sempre cheias.

Como trabalhar menos e produzir mais em 2019?

Planejamento é sempre a palavra de ordem para quem quer ter produtividade

Trabalhar duro para alcançar o sucesso financeiro foi por muito tempo o jargão do mundo dos negócios e ele sucunbiu na Era Pós-Industrial, o que afetaria a maneira da sociedade se comportar por muitos anos.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup revelou que, atualmente, a média de trabalho semanal do país é de 47 horas. Outro estudo aponta que a maior causa de estresse no trabalho (cerca de 46%) é, justamente, a carga horária. Não à toa, 80% dos americanos afirmam odiar seus trabalhos.

No Brasil números revelados pela Isma (International Stress Management Association), revela que 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o trabalho. Então que tal aprender algumas dicas para trabalhar menos e produzir mais em 2019?

Já adianto: não é preciso ficar horas na frente do computador. Você pode trabalhar 4 horas por dia e ser bem sucedido.

Não ao “multitasking”

O multitarefas pode até parecer o “esperto”, mas realizar diversas tarefas ao mesmo tempo é prejudicial para a produtividade. O problema é que, de acordo com especialistas a tentativa de”multitarefar” pode ter o efeito contrário, com perdas importantes de eficiência. Isso acontece porque o cérebro possui uma espécie de filtro de engajamento: quando nos concentramos em uma coisa, ele automaticamente “desfoca” o restante. No fim das contas, ter foco em uma coisa de cada vez é mais importante e ágil.

Seja organizado

Faça uma relação das principais tarefas dos dias seguintes e selecione as que terão mais impacto no seu trabalho. Essas são suas prioridades. Tarefas de última hora devem ser bem avaliadas. Fazer coisas urgentes a todo momento é entrar sempre no modo multitarefa. É como se você vivesse no trabalho apenas para apagar os incêndios.

Dê uma pausa
O cérebro tem um limite de foco e depois que ele atinge seu limite é preciso desfocar para recomeçar. Existem fórmulas que podem te ajudar: a 52 x 17 (52 minutos de trabalho x 17 de pausa), que podem ajudar nessa organização.

Desligue as notificações
As tecnologias ajudam e muito no trabalho, mas muitas vezes elas nos deixam ainda mais ansiosos. A dica é desligar as notificações do seu celular. É preciso saber a hora de conectar e desconectar, quando silenciar e entender quais e quando os apitos deverão te interromper.

Mensure os resultados e não o tempo

Não é preciso ficar horas na frente do computador para gerar os melhores resultados. A verdade é que, para se tornar produtivo, é necessário priorizar as tarefas de acordo com a sua importância e entregar mais em menos tempo (e não trabalhar mais em mais tempo, como se costuma pensar).

E-mail o dia todo
Se você não sai da sua caixa de entrada o dia todo, eu posso garantir que você não é produtivo – exceto se no seu job description a principal atividade for ler e responder e-mail ( que aposto que não é). A dica é: separe alguns minutos no começo, meio e fim do dia para resolver os pepinos por e-mail e tente se manter longe dele quando estiver no meio de outra tarefa.

E aí, vamos começar 2019?