Vale Empreender: Mercado de Eventos

A partir desta semana o Blog Você Empreendedor ganhou também um espaço no vídeo. De 15 em 15 dias vocês poderão conferir entrevistas gravadas com empresários renomados da nossa região. O Vale Empreender faz parte da programação digital de audiovisual do jornal O Vale que agora oferece seu conteúdo também pelo Youtube – Jornal O Vale.

Minha primeira entrevistada da série Vale Empreender foi com a diretora da TreebsDreamakers, Andreia Maia. Ela contou um pouco sobre sua trajetória e atuação mo mercado de eventos. É só apertar o play:

Empreender: como isso pode afetar o seu psicológico?

Segundo uma pesquisa realizada pelo Dr. Michael Freeman, professor da Universidade da California, 1 em cada 3 empreeendedores enfrentam depressão: uma epidemia. Estes dados alarmantes mostram como é dura realidade de quem empreende em todo mundo.

Empreender é extremamente difícil, trabalhoso e muitas vezes doloroso. O início de todo negócio exige dedicação implacável, e pode tomar horas de sono, lazer e família. E tudo isso geralmente sem pagamento e sem garantia de sucesso. É preciso saber controlar e lidar com emoções a todo tempo.

Só de ler isso, já ficou abalado? Pois é. Já vi muito empreendedor se perdendo no caminho. Por isso a capacidade para lidar com as adversidades e atravessá-las com êxito é mais do que fundamental. Empreendedores precisam de resistência e inteligência emocional (falarei sobre esse assunto na próxima semana) para lidar com longas jornadas de trabalho e com todo o custo psicológico que acompanha esse tipo de jornada.

E se você é empreendedor e tudo que escrevi aqui lhe soou familiar. Acredite, você não está sozinho. Empreender é mesmo um trabalho estressante que pode criar turbulência emocional. E para começar há o grande risco do fracasso.

A estatística afirma que, 3 em cada 4 startups fracassam, de acordo com uma pesquisa feita por Shikhar Ghosh, um professor da Harvard Business School. Ghosh também constatou que mais de 95% das startups ficam aquém de suas projeções iniciais.

Logo, é preciso emitir um alerta à vocês empreendedores: tome cuidado com o mito do empreendedor super herói, aquele que dá conta de tudo, que se vangloria por trabalhar 18 horas por dia e virar a noite no batente. Ele não existe e não há workaholic que aguente essa batida por muito tempo. Ela não é sustentável.

Então já que terá que lidar com todos esse momentos, não se esqueça de ter o seu tempo para cuidar da saúde física e mental. É importante que empreendedores reflitam sobre seus hábitos e busquem construir uma cultura de jornada de trabalho saudável, não apenas para si, como para toda equipe. A chave da alta performance está em saber equilibrar os pratos. Só assim terá resultados sustentáveis.


Como lidar com o whatsapp nos negócios?

Com cerca de 100 milhões de usuários no Brasil, o whatsapp é uma verdadeira febre da era digital. Ele troca mensagens instantâneas, e há pouco tempo, o aplicativo que foi criado para facilitar as conversas entre amigos, família e conhecidos, tornou-se ferramenta de marketing em potencial para empresas. Tanto para a área de vendas, como também para o relacionamento com o cliente.

Além disso, ela possui uma taxa de sucesso bastante impressionante: estima-se que cerca de 98% dos SMSs enviados são abertos e lidos em até 3 segundos enquanto a taxa de abertura de e-mails é de apenas 22%. Com a facilidade de contato também vieram os efeitos colaterais. Principalmente para os empreendedores que possuem negócios menores, a sensação de sufocamento causada por essa rede social é um sintoma novo que precisa ser administrado.

Por isso, hoje vou deixar algumas dicas para que você consiga administrar o seu whatsapp sem perder a cabeça no caminho.

  1. Tenha um horário de atendimento

Ter uma relacionamento mais estreito com o seu cliente é uma forma de mostrar à ele que ele é especial e exclusivo, mas muito cuidado para não se transformar em um escravo do seu celular.

2) Utilize o whatsapp corporativo

O whatsapp já disponibiliza ferramenta para negócios. Utilize essa ferramenta para conseguir classificar seus contatos, ter respostas automáticas e não se esquecer de responder ninguém.

3) Avisos de novos produtos e serviços e/ou promoções

Disparar uma informação para uma linha de transmissão no whatsapp pode ser furada. Além de mostrar que você ou sua marca não trata seu cliente com exclusividade, ele pode se irritar por ser bombardeado de propagandas no aplicativo que deveria ser de uso pessoal. A dica é enviar mensagens de texto e personalizando a mensagem com o nome da pessoa. Assim ela se sentirá única e a probabilidade dela retornar a mensagem com o intuito de compra é maior.

4) Seja coerente

Se quando você está disposto a vender o seu produto você atende a qualquer hora, esteja pronto para fazer o mesmo quando o seu cliente precisa de ajuda ou tenha algum problema. As pessoas não gostam de se sentir usadas. A venda tem que ser de relacionamento.

Moda feminina: Por que é um mercado tão promissor?

A Plisvi comercializa peças femininas em atacado e varejo

O mercado de vestuário segue em crescimento, principalmente o feminino. O consumo lidera expressivamente o mercado no Brasil, chegando a movimentar bilhões todos os anos. Acessórios, roupas, óculos, sapatos, entre outros itens, fazem parte deste ‘’combo’’ que agrega muito valor ao mercado.

Segundo a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), as manufaturas têxteis conseguem movimentar 164,7 bilhões anualmente. O cenário promissor para o setor é responsável por impulsionar esperança em carreiras em torno do mercado vestuário, como a aposta de milhares de pessoas, sobretudo mulheres, em lojas de venda de roupas femininas.  

Em São José dos Campos, a Paula Aline Fernandes está a frente da Plisvi e por lá comercializa roupas femininas em duas maneiras: varejo e atacado.

A ideia da loja, que hoje é conhecida por oferecer tendências e peças com preços super acessíveis, surgiu no início das vendas online, há mais ou menos 10 anos, quando os blogs de moda também conquistavam seus espaços.

Paula Aline Fernandes

“Meninas reais de classe média e alta compartilhavam suas experiências e looks de designers famosos diariamente em seus blogs, conteúdos que até então eram divulgados apenas em editoriais pagos de revistas. E eu como era uma das influenciadas e sem poder aquisitivo para isso, não encontrava peças descoladas ou de tendências atuais para venda nas fastfashions, e foi então que surgiu a vontade de ter as minhas próprias peças. O inicio das vendas foi em 2014 como sacoleira onde vendia para o público final, mas em poucos meses encontrei uma brecha para me tornar atacadista e aproveitei essa oportunidade, pois era mais ágil e rentável, poderia trabalhar online, da minha casa e com poucos modelos”, lembra Paula.

Quer conhecer mais sobre essa história de empreendedorismo? Confira meu bate papo com a empresária dona da Plisvi:

Vivian Sant’Anna: Como eram as vendas no início da Plisvi?

A captação de clientes era feita toda através da rede social Facebook, mas com a crise as vendas diminuíram e veio a necessidade de encontrar novos  clientes. Com isso, comecei a utilizar o Instagram, onde várias marcas já estavam consolidadas e com certeza é o melhor canal para o segmento de moda. Então a Plisvi que era somente online e para revendedores, começou a atrair clientes finais pelo Instagra. Muitos seguidores de São José e região que pediam para ir até a loja e comprar os produtos com o nosso valor de atacado agora poderiam fazê-lo. Com isso, expandimos e contratamos novos colaboradores para auxiliar na demanda e hoje em dia atendemos tanto clientes finais na loja física, quanto revendedores de forma online.

Vivian Sant’Anna: Como avalia o mercado de atacado de moda feminina para este ano? Há uma expectativa de crescimento nas vendas?

Acredito que as redes sociais aceleraram a forma de consumo das pessoas em todos os sentidos e esse fator contribuiu positivamente nas vendas. As mulheres querem cada vez mais estar mais bonitas e dentro das tendências do momento para compartilhar com seus amigos e familiares através das redes sociais. 

E vestir-se com looks da moda com preço acessível permite que essas mulheres estejam sempre renovando seu guarda-roupa. É isso que a Plisvi tem como objetivo, peças das moda com preços competitivos.

Por mais que já estejamos atuando como atacadista desde 2015, há apenas 11 meses que realmente engrenamos nas vendas e nos profissionalizamos, então a expectativa para crescimento nas vendas é alto, pois queremos atingir clientes de outros estados e principalmente aumentar o número de modelos oferecidos.

Vivian Sant’Anna: A Plisvi é uma loja que vende tanto atacado, quanto varejo. Qual o perfil das clientes do varejo e das marcas de atacado?

Na nossa loja física atendemos mais clientes finais e temos como perfil mulheres de 15 a 35 anos de classe média da nossa região. São mulheres que gostam de estar sempre com  as tendências do momento. Conseguimos encontrar um nicho de mercado pouco explorado que é o de oferecer peças em atacado para clientes de varejo. São clientes que compram para uso próprio em quantidade devido aos valores mais baixo. Já no atacado, atendemos muitos revendedores informais, que utilizam as vendas de roupas para compor a renda familiar, e também pequenas lojas de diversos estados.

Vivian Sant’Anna: Quais as maiores dificuldades do mercado?

A maior dificuldade ainda é conciliar um bom produto com um bom preço. Muitas vezes conseguimos o preço mas não é um modelo atrativo, ou é um modelo muito pedido mas com um valor que está fora de nosso padrão.  A intenção é confeccionar nossas peças em breve. 
Quando conseguimos casar um bom produto com um valor competitivo a venda é instantânea. Já tivemos modelo que esgotou em 3 horas.

Vivian Sant’Anna: O mercado de moda feminina cresce aos olhos vistos e percebemos a quantidade e variedade de vendas principalmente pelas redes sociais. O que as mídias digitais representam para a Plisvi? Qual a média de venda online?

Nós temos a intenção de ser uma marca mais voltada para vendas online, pois acreditamos que esse é o caminho natural que o mercado irá seguir.
Com isso as mídias sociais se tornam 100% necessárias para a divulgação dos nossos produtos. Hoje em dia nossas vendas online são voltadas apenas para revendedores que possuem demanda de compras variadas. Temos clientes que compram 12 peças por mês que é o nosso mínimo, e temos clientes que compram 100 peças no mês.

Vivian Sant’Anna: Qual o papel das influenciadoras digitais para a marca? Ter parceiras que influenciam o público alvo ajuda nas vendas? Nos conte sobre essa experiência? 

O nosso trabalho de marketing sempre foi pensado 100% através das influenciadoras.Primeiro porque eu sempre  fui consumidora assídua desse tipo de informação, desde a época em que as maiores influenciadoras do país ainda usavam a plataforma do blogspot.com e acompanhei de perto o  resultado que ele trazia. Esses trabalhos foram ganhando espaço e chegaram no ponto que as grandes marcas investiam nas “bloguerias”, hoje influenciadoras.

Segundo porque nosso espaço físico é reservado. Quando decidimos abrir as vendas para clientes físicos, nossa estratégia de divulgação foi toda através do Instagram, que hoje em dia é a rede social mais voltada para nosso segmento. Com isso, o trabalho das influenciadoras foi crucial para nosso crescimento. Nos primeiros meses de vendas físicas, todo o nosso faturamento veio através de clientes que nos encontraram através das blogueiras, que possuem uma comunicação direta com seus seguidores.

Acredito que o trabalho do influenciador afunila e direciona o produto até o cliente de uma forma que outras ações ainda não conseguem atingir, pois ele expõe o produto e a marca à futuros clientes, com a visão particular da influenciadora o que acaba despertando o desejo no cliente de compartilhar daquele lifestyle. 

Quem são as mulheres que te inspiram?

No Dia Internacional da Mulher que é comemorado nesta sexta-feira, dia 8, e nada mais justo do que dedicar esse post de hoje aqui no blog estampando as mulheres que admiro e inspiro.

Em dias que lutamos tanto pelo nosso espaço e posicionamento, muitas mulheres chegaram lá e mostraram que o caminho pode ser cheio de obstáculos, mas que o pote de ouro está sim depois do arco-íris.

Luiza Trajano

Quem aqui conhece a história dessa mulher? Certamente já ouviu falar dela. Luiz Trajano conseguiu transformar uma rede de lojas localizadas em Franca, interior de São Paulo, em uma rede suficientemente forte para brigar com gigantes do segmento como Casas Bahia e Ponto Frio. Passou por diversos setores, como cobrança e vendas, antes de se tornar diretora-superintendente do Magazine Luiza.

Hoje lidera o Grupo Mulheres do Brasil, formado em 2012 por 50 mulheres atuantes em diversos segmentos da economia, que se uniram por um objetivo em comum: melhorar o país. Hoje, elas são mais de 4.000 e se encontram todo mês para discutir e propor ações ligadas a educação, empreendedorismo, projetos sociais e cotas para mulheres.

Shonda Rhimes

Mandatory Credit: Photo by Matt Baron/BEI/Shutterstock

Grey’s Anatomy, Scandal e How To Get Away With Murder, três das maiores séries da atualidade. Você com certeza conhece alguma delas, afinal juntas somam mais de 20 milhões de espectadores semanalmente, só nos Estados Unidos.

O que talvez você não tenha tido o prazer de conhecer é a mulher por trás de tudo isso, Shonda Rhimes. Ela  é uma mulher negra, que construiu um império na televisão norte americana e que chega em boa parte do mundo.

Sua produtora, ShondaLand produz mais de 70 horas de televisão por temporada e gerando milhões de reais para sua indústria. Shonda Rhimes é um exemplo de empreendedora.

No ano passado assinou com a Netflix e agora passará a produzir séries exclusivas para a plataforma de streaming.

Jessica Alba

Além de conhecer elas das telinhas do cinema e ser reconhecida com atriz de Hollywood, Jessica Alba carrega o título de empreendedora de sucesso. Tudo começou durante sua primeira gravidez em 2008. Ela teve uma crise alérgica após a lavagem de algumas roupas do bebê – que tinham sido lavadas com um sabão específico para crianças.

O evento fez despertar na atriz um interesse em descobrir mais sobre a composição desses produtos.E o que ela descobriu a deixou apavorada: componentes que, apesar de tóxicos, são permitidos por lei. Jessica buscava um ideal: produtos que não fossem apenas eficazes, mas também seguros, bonitos, convenientes, ecológicos e acessíveis.

Daí surgiu a ideia de criar a The Honest Co. (ou “A Empresa Honesta”, em português), uma empresa que comercializa um portfólio de 120 produtos, como fraldas ecológicas, vitaminas, mamadeiras, itens de higiene, entre outras produtos usados por mães e bebês. Em três anos, a empresa já vale incríveis 1 bilhão de dólares.

Niina Secrets

Bruna Santina é maquiadora e em 2010 criou seu canal no YouTube, com dicas de moda e beleza. Tinha apenas 16 anos e era uma das primeiras youtubers que surgiam na época. Ela filmava a si mesmo pela webcam de seu computador.

Hoje ela comanda um império: tem mais de 2 milhões de inscritos no canal original, o Niina Secrets e quase 1 milhão no Niina Vlog, onde faz uma espécie de “reality show” da própria vida. Também tem 2 milhões de seguidores no Instagram, 247 mil no Twitter e quase 1 milhão de curtidas no Facebook. Desde outubro de 2015, é sócia da mãe na loja virtual Niina Secrets Store, que vende roupas, sapatos, acessórios, agendas, almofadas.

Tanto sucesso on-line incentivou outros membros da família a seguir seus passos. A irmã Fabi Santina virou vlogueira de estilo de vida e gastronomia, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. A mãe, Marisa, tem um canal dirigido a mulheres maduras. Outro irmão, Bruno, lançou um canal com dicas para quem quer se tornar youtuber.

O que elas nos ensinam?

1- Respeite seus valores: muitas delas foram atrás do que realmente acreditavam e tinham aquilo como certo. A história de muitas delas se esbarram exatamente aí. Mulheres que respeitam seus valores e ideias podem chegar sim onde querem.

2- Tome decisões difíceis: As escolhas serão presentes no dia a dia. E você deve sim encará-las de frente. Arriscar o novo muitas vezes trazem resultados nunca esperados.

3 – Tenha o controle: Não deixe que outras pessoas queiram controlar o seu negócio ou mesmo suas ideias. Muitas vezes, por sermos mulheres, nos sentimos pressionadas pela sociedade. A vida é sua, o controle dela também.

4 – Seja estratégica: essas mulheres chegaram onde estão pois aceitaram ajuda de muita gente. Ninguém chega no topo sozinha. Saber com quem se relaciona pode ser a chave para a porta do sucesso.

5 – Não desista: ninguém nunca disse que seria fácil, não é mesmo? Se você acredita em você e no seu potencial siga em frente. Ninguém poderá impedir você de realizar seus sonhos. É só querer!