Como lidar com o whatsapp nos negócios?

Com cerca de 100 milhões de usuários no Brasil, o whatsapp é uma verdadeira febre da era digital. Ele troca mensagens instantâneas, e há pouco tempo, o aplicativo que foi criado para facilitar as conversas entre amigos, família e conhecidos, tornou-se ferramenta de marketing em potencial para empresas. Tanto para a área de vendas, como também para o relacionamento com o cliente.

Além disso, ela possui uma taxa de sucesso bastante impressionante: estima-se que cerca de 98% dos SMSs enviados são abertos e lidos em até 3 segundos enquanto a taxa de abertura de e-mails é de apenas 22%. Com a facilidade de contato também vieram os efeitos colaterais. Principalmente para os empreendedores que possuem negócios menores, a sensação de sufocamento causada por essa rede social é um sintoma novo que precisa ser administrado.

Por isso, hoje vou deixar algumas dicas para que você consiga administrar o seu whatsapp sem perder a cabeça no caminho.

  1. Tenha um horário de atendimento

Ter uma relacionamento mais estreito com o seu cliente é uma forma de mostrar à ele que ele é especial e exclusivo, mas muito cuidado para não se transformar em um escravo do seu celular.

2) Utilize o whatsapp corporativo

O whatsapp já disponibiliza ferramenta para negócios. Utilize essa ferramenta para conseguir classificar seus contatos, ter respostas automáticas e não se esquecer de responder ninguém.

3) Avisos de novos produtos e serviços e/ou promoções

Disparar uma informação para uma linha de transmissão no whatsapp pode ser furada. Além de mostrar que você ou sua marca não trata seu cliente com exclusividade, ele pode se irritar por ser bombardeado de propagandas no aplicativo que deveria ser de uso pessoal. A dica é enviar mensagens de texto e personalizando a mensagem com o nome da pessoa. Assim ela se sentirá única e a probabilidade dela retornar a mensagem com o intuito de compra é maior.

4) Seja coerente

Se quando você está disposto a vender o seu produto você atende a qualquer hora, esteja pronto para fazer o mesmo quando o seu cliente precisa de ajuda ou tenha algum problema. As pessoas não gostam de se sentir usadas. A venda tem que ser de relacionamento.

Moda feminina: Por que é um mercado tão promissor?

A Plisvi comercializa peças femininas em atacado e varejo

O mercado de vestuário segue em crescimento, principalmente o feminino. O consumo lidera expressivamente o mercado no Brasil, chegando a movimentar bilhões todos os anos. Acessórios, roupas, óculos, sapatos, entre outros itens, fazem parte deste ‘’combo’’ que agrega muito valor ao mercado.

Segundo a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), as manufaturas têxteis conseguem movimentar 164,7 bilhões anualmente. O cenário promissor para o setor é responsável por impulsionar esperança em carreiras em torno do mercado vestuário, como a aposta de milhares de pessoas, sobretudo mulheres, em lojas de venda de roupas femininas.  

Em São José dos Campos, a Paula Aline Fernandes está a frente da Plisvi e por lá comercializa roupas femininas em duas maneiras: varejo e atacado.

A ideia da loja, que hoje é conhecida por oferecer tendências e peças com preços super acessíveis, surgiu no início das vendas online, há mais ou menos 10 anos, quando os blogs de moda também conquistavam seus espaços.

Paula Aline Fernandes

“Meninas reais de classe média e alta compartilhavam suas experiências e looks de designers famosos diariamente em seus blogs, conteúdos que até então eram divulgados apenas em editoriais pagos de revistas. E eu como era uma das influenciadas e sem poder aquisitivo para isso, não encontrava peças descoladas ou de tendências atuais para venda nas fastfashions, e foi então que surgiu a vontade de ter as minhas próprias peças. O inicio das vendas foi em 2014 como sacoleira onde vendia para o público final, mas em poucos meses encontrei uma brecha para me tornar atacadista e aproveitei essa oportunidade, pois era mais ágil e rentável, poderia trabalhar online, da minha casa e com poucos modelos”, lembra Paula.

Quer conhecer mais sobre essa história de empreendedorismo? Confira meu bate papo com a empresária dona da Plisvi:

Vivian Sant’Anna: Como eram as vendas no início da Plisvi?

A captação de clientes era feita toda através da rede social Facebook, mas com a crise as vendas diminuíram e veio a necessidade de encontrar novos  clientes. Com isso, comecei a utilizar o Instagram, onde várias marcas já estavam consolidadas e com certeza é o melhor canal para o segmento de moda. Então a Plisvi que era somente online e para revendedores, começou a atrair clientes finais pelo Instagra. Muitos seguidores de São José e região que pediam para ir até a loja e comprar os produtos com o nosso valor de atacado agora poderiam fazê-lo. Com isso, expandimos e contratamos novos colaboradores para auxiliar na demanda e hoje em dia atendemos tanto clientes finais na loja física, quanto revendedores de forma online.

Vivian Sant’Anna: Como avalia o mercado de atacado de moda feminina para este ano? Há uma expectativa de crescimento nas vendas?

Acredito que as redes sociais aceleraram a forma de consumo das pessoas em todos os sentidos e esse fator contribuiu positivamente nas vendas. As mulheres querem cada vez mais estar mais bonitas e dentro das tendências do momento para compartilhar com seus amigos e familiares através das redes sociais. 

E vestir-se com looks da moda com preço acessível permite que essas mulheres estejam sempre renovando seu guarda-roupa. É isso que a Plisvi tem como objetivo, peças das moda com preços competitivos.

Por mais que já estejamos atuando como atacadista desde 2015, há apenas 11 meses que realmente engrenamos nas vendas e nos profissionalizamos, então a expectativa para crescimento nas vendas é alto, pois queremos atingir clientes de outros estados e principalmente aumentar o número de modelos oferecidos.

Vivian Sant’Anna: A Plisvi é uma loja que vende tanto atacado, quanto varejo. Qual o perfil das clientes do varejo e das marcas de atacado?

Na nossa loja física atendemos mais clientes finais e temos como perfil mulheres de 15 a 35 anos de classe média da nossa região. São mulheres que gostam de estar sempre com  as tendências do momento. Conseguimos encontrar um nicho de mercado pouco explorado que é o de oferecer peças em atacado para clientes de varejo. São clientes que compram para uso próprio em quantidade devido aos valores mais baixo. Já no atacado, atendemos muitos revendedores informais, que utilizam as vendas de roupas para compor a renda familiar, e também pequenas lojas de diversos estados.

Vivian Sant’Anna: Quais as maiores dificuldades do mercado?

A maior dificuldade ainda é conciliar um bom produto com um bom preço. Muitas vezes conseguimos o preço mas não é um modelo atrativo, ou é um modelo muito pedido mas com um valor que está fora de nosso padrão.  A intenção é confeccionar nossas peças em breve. 
Quando conseguimos casar um bom produto com um valor competitivo a venda é instantânea. Já tivemos modelo que esgotou em 3 horas.

Vivian Sant’Anna: O mercado de moda feminina cresce aos olhos vistos e percebemos a quantidade e variedade de vendas principalmente pelas redes sociais. O que as mídias digitais representam para a Plisvi? Qual a média de venda online?

Nós temos a intenção de ser uma marca mais voltada para vendas online, pois acreditamos que esse é o caminho natural que o mercado irá seguir.
Com isso as mídias sociais se tornam 100% necessárias para a divulgação dos nossos produtos. Hoje em dia nossas vendas online são voltadas apenas para revendedores que possuem demanda de compras variadas. Temos clientes que compram 12 peças por mês que é o nosso mínimo, e temos clientes que compram 100 peças no mês.

Vivian Sant’Anna: Qual o papel das influenciadoras digitais para a marca? Ter parceiras que influenciam o público alvo ajuda nas vendas? Nos conte sobre essa experiência? 

O nosso trabalho de marketing sempre foi pensado 100% através das influenciadoras.Primeiro porque eu sempre  fui consumidora assídua desse tipo de informação, desde a época em que as maiores influenciadoras do país ainda usavam a plataforma do blogspot.com e acompanhei de perto o  resultado que ele trazia. Esses trabalhos foram ganhando espaço e chegaram no ponto que as grandes marcas investiam nas “bloguerias”, hoje influenciadoras.

Segundo porque nosso espaço físico é reservado. Quando decidimos abrir as vendas para clientes físicos, nossa estratégia de divulgação foi toda através do Instagram, que hoje em dia é a rede social mais voltada para nosso segmento. Com isso, o trabalho das influenciadoras foi crucial para nosso crescimento. Nos primeiros meses de vendas físicas, todo o nosso faturamento veio através de clientes que nos encontraram através das blogueiras, que possuem uma comunicação direta com seus seguidores.

Acredito que o trabalho do influenciador afunila e direciona o produto até o cliente de uma forma que outras ações ainda não conseguem atingir, pois ele expõe o produto e a marca à futuros clientes, com a visão particular da influenciadora o que acaba despertando o desejo no cliente de compartilhar daquele lifestyle. 

Quem são as mulheres que te inspiram?

No Dia Internacional da Mulher que é comemorado nesta sexta-feira, dia 8, e nada mais justo do que dedicar esse post de hoje aqui no blog estampando as mulheres que admiro e inspiro.

Em dias que lutamos tanto pelo nosso espaço e posicionamento, muitas mulheres chegaram lá e mostraram que o caminho pode ser cheio de obstáculos, mas que o pote de ouro está sim depois do arco-íris.

Luiza Trajano

Quem aqui conhece a história dessa mulher? Certamente já ouviu falar dela. Luiz Trajano conseguiu transformar uma rede de lojas localizadas em Franca, interior de São Paulo, em uma rede suficientemente forte para brigar com gigantes do segmento como Casas Bahia e Ponto Frio. Passou por diversos setores, como cobrança e vendas, antes de se tornar diretora-superintendente do Magazine Luiza.

Hoje lidera o Grupo Mulheres do Brasil, formado em 2012 por 50 mulheres atuantes em diversos segmentos da economia, que se uniram por um objetivo em comum: melhorar o país. Hoje, elas são mais de 4.000 e se encontram todo mês para discutir e propor ações ligadas a educação, empreendedorismo, projetos sociais e cotas para mulheres.

Shonda Rhimes

Mandatory Credit: Photo by Matt Baron/BEI/Shutterstock

Grey’s Anatomy, Scandal e How To Get Away With Murder, três das maiores séries da atualidade. Você com certeza conhece alguma delas, afinal juntas somam mais de 20 milhões de espectadores semanalmente, só nos Estados Unidos.

O que talvez você não tenha tido o prazer de conhecer é a mulher por trás de tudo isso, Shonda Rhimes. Ela  é uma mulher negra, que construiu um império na televisão norte americana e que chega em boa parte do mundo.

Sua produtora, ShondaLand produz mais de 70 horas de televisão por temporada e gerando milhões de reais para sua indústria. Shonda Rhimes é um exemplo de empreendedora.

No ano passado assinou com a Netflix e agora passará a produzir séries exclusivas para a plataforma de streaming.

Jessica Alba

Além de conhecer elas das telinhas do cinema e ser reconhecida com atriz de Hollywood, Jessica Alba carrega o título de empreendedora de sucesso. Tudo começou durante sua primeira gravidez em 2008. Ela teve uma crise alérgica após a lavagem de algumas roupas do bebê – que tinham sido lavadas com um sabão específico para crianças.

O evento fez despertar na atriz um interesse em descobrir mais sobre a composição desses produtos.E o que ela descobriu a deixou apavorada: componentes que, apesar de tóxicos, são permitidos por lei. Jessica buscava um ideal: produtos que não fossem apenas eficazes, mas também seguros, bonitos, convenientes, ecológicos e acessíveis.

Daí surgiu a ideia de criar a The Honest Co. (ou “A Empresa Honesta”, em português), uma empresa que comercializa um portfólio de 120 produtos, como fraldas ecológicas, vitaminas, mamadeiras, itens de higiene, entre outras produtos usados por mães e bebês. Em três anos, a empresa já vale incríveis 1 bilhão de dólares.

Niina Secrets

Bruna Santina é maquiadora e em 2010 criou seu canal no YouTube, com dicas de moda e beleza. Tinha apenas 16 anos e era uma das primeiras youtubers que surgiam na época. Ela filmava a si mesmo pela webcam de seu computador.

Hoje ela comanda um império: tem mais de 2 milhões de inscritos no canal original, o Niina Secrets e quase 1 milhão no Niina Vlog, onde faz uma espécie de “reality show” da própria vida. Também tem 2 milhões de seguidores no Instagram, 247 mil no Twitter e quase 1 milhão de curtidas no Facebook. Desde outubro de 2015, é sócia da mãe na loja virtual Niina Secrets Store, que vende roupas, sapatos, acessórios, agendas, almofadas.

Tanto sucesso on-line incentivou outros membros da família a seguir seus passos. A irmã Fabi Santina virou vlogueira de estilo de vida e gastronomia, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. A mãe, Marisa, tem um canal dirigido a mulheres maduras. Outro irmão, Bruno, lançou um canal com dicas para quem quer se tornar youtuber.

O que elas nos ensinam?

1- Respeite seus valores: muitas delas foram atrás do que realmente acreditavam e tinham aquilo como certo. A história de muitas delas se esbarram exatamente aí. Mulheres que respeitam seus valores e ideias podem chegar sim onde querem.

2- Tome decisões difíceis: As escolhas serão presentes no dia a dia. E você deve sim encará-las de frente. Arriscar o novo muitas vezes trazem resultados nunca esperados.

3 – Tenha o controle: Não deixe que outras pessoas queiram controlar o seu negócio ou mesmo suas ideias. Muitas vezes, por sermos mulheres, nos sentimos pressionadas pela sociedade. A vida é sua, o controle dela também.

4 – Seja estratégica: essas mulheres chegaram onde estão pois aceitaram ajuda de muita gente. Ninguém chega no topo sozinha. Saber com quem se relaciona pode ser a chave para a porta do sucesso.

5 – Não desista: ninguém nunca disse que seria fácil, não é mesmo? Se você acredita em você e no seu potencial siga em frente. Ninguém poderá impedir você de realizar seus sonhos. É só querer!



Mercado imobiliário: opção de investimento para 2019?

Foto: Prefeitura de São José dos Campos

Investir em imóvel é um bom negócio? Seja para morar ou investir, o mercado imobiliário apresentou algumas variáveis nos últimos anos. Por causa da crise financeira que assolou o Brasil, houve retração do setor. No pior momento da recessão, o volume de negócios foi reduzido à metade da melhor série histórica, atingida em 2013. No entanto, apesar de ainda ser tímida, está ocorrendo uma recuperação.

Para quem quer uma casa nova, é hora de planejar-se, afinal as novas medias do Governo Federal facilitam o pagamento para quem quer financiar. E para quem quer investir?

Conversei com o diretor da incorporadora idealizadora do Move Residence, novo empreendimento do Jardim Aquarius, a Flaguma Participações, Flávio Milena Franceschini, que nos contou um pouco sobre o mercado imobiliário, que segundo ele está na fase de recuperação.

“Hoje vemos o ciclo da recessão pelo retrovisor e estamos vivendo o melhor período para investir no mercado imobiliário que é o ciclo da recuperação. Posicionar-se agora é antecipar-se ao ciclo da expansão que ainda será um bom momento para investir, mas não o melhor”, disse Flávio Franceschini.

Flávio Franceschini durante evento de lançamento do Move Residence

Vivian Sant’Anna: Qual a expectativa das incorporadoras para o mercado em 2019? É um bom momento para investir neste mercado?

A redução das incertezas após a eleição esta consolidando um novo ciclo para o mercado imobiliário que já vinha demonstrando através de vários indicadores positivos a sua retomada.

O aumento do nível de confiança, a diminuição do estoque de imóveis residenciais novos que com certeza irá gerar escassez de oferta no médio prazo, a mudanças na legislação, como a Lei do distrato que dá uma maior segurança jurídica para o setor, e a diminuição das taxas de financiamento são alguns dos pontos que me deixam otimista para este ano

Quando falamos em investimentos é essencial ter nossos objetivos financeiros traçados. São várias as opções de investimentos existentes no mercado e fazer uma análise criteriosa da conjuntura econômica e suas variáveis é impreterível.

Estamos cansados de escutar sobre os ciclos de alta e de baixa da bolsa de valores, que devemos comprar na baixa e vender na alta etc… etc.. etc… .

Muito menos volátil que a bolsa de valores, o mercado imobiliário também tem seus ciclos, e entende-los e saber se posicionar no momento certo é muito menos trabalhoso que aprender a ler balanços, analisar gráficos e ainda ter que ficar torcendo para que o Presidente dos Estados Unidos e o da China acordem bem humorados.

Os ciclos do mercado imobiliário perduram em média de 4 anos (conforme dados históricos) com uma nova fase se reiniciando de tempos em tempos. São 4 os ciclos do mercado imobiliário: Expansão, Excesso de Ofertas, Recessão e Recuperação.

Vivian Sant’Anna: Quais os perfis dos investidores do mercado imobiliário?

Acredito que o perfil do investidor muda com o tempo juntamente com o perfil dos consumidores que muda a cada nova geração.

Tradicionalmente o investidor imobiliário tem um perfil mais conservador independente do tipo de imóvel que adquiri. A princípio, quem investe em imóveis busca ter maior segurança, maior controle, mais facilidade para analisar e menor volatilidade.

O investimento no mercado é divido basicamente em 4 segmentos: residencial, comercial, industrial e logístico.

Ser um investidor imobiliário e ter um perfil conservador não significa ficar estagnado. Aquela ideia de comprar um imóvel e deixar de herança para os netos já está ultrapassada. Hoje o perfil conservador do novo investidor imobiliário tem que estar atento as mudanças no comportamento das pessoas, nos seus valores, e seus desejos de vida e bem estar. Por isso é imperativo trocar de posição vendendo imóveis antigos e comprando novos.

Um pequeno exemplo da necessidade de estar trocando o antigo pelo novo, são os apartamentos em condomínio onde o consumo de agua e gás é rateado igualmente entre os moradores. Quem almoça fora e reside sozinho sempre olha meio feio para o vizinho que tem 6 pessoas na família.

Prédios antigos são na maioria das vezes sinônimo de maior manutenção, menor controle, valor de condomínio elevado e baixo retorno sobre o investimento.

Vivian Sant’Anna: Quais as tendências das construções para os próximos anos?

Uma forte tendência que para mim já se tornou realidade: são os empreendimentos com apartamentos compactos e áreas compartilhadas com lavanderia, cozinha e espaços equipados com wi-fi. Esse tipo de imóvel vem de encontro com o desejo de um novo público que busca mais praticidade, liberdade, e preza por mobilidade para terem mais tempo para o lazer.

A procura por esse conceito é cada vez maior, independente do momento da vida da pessoa. Seja para solteiros ou novos casais, ou para quem já criou os filhos e quer um lugar com alto padrão construtivo e com serviços mais acessíveis.

Algumas tendências nunca acabam: construir em locais valorizados, com uma boa infraestrutura, que contenha segurança, opções de transportes e um comércio variado, sempre agregará a qualquer tipo de imóvel um maior valor comercial.

Vivian Sant’Anna: Acredita que as facilidades para financiamentos imobiliários vai impulsionar a compra e a venda de casas e apartamentos?

Financiamento é sinônimo de crédito e é um fator decisivo para a retomada não só do setor imobiliário como também para economia do país como um todo. Acredito que as facilidades para o financiamento imobiliário não só para o consumidor final, mas principalmente para as incorporadoras/construtoras ainda está por vir.

Passamos por um período turbulento com níveis de inadimplência elevadíssimos, que troxe reflexo negativo, não só para o adquirente que passou negociar com os bancos cada vez mais criteriosos na concessão do crédito, como também para as empresas do setor que ainda convivem com juros ainda muito altos para o financiamento da produção de novos empreendimentos.

Estou otimista. As perspectivas são favoráveis e acredito no fortalecimento institucional dos mercados e que país irá alcançar o equilíbrio fiscal necessário para a expansão do financiamento imobiliário, que depende de juros baixos e estáveis.

Nota da Vivian:

Com o crescimento do PIB brasileiro vem a melhora da economia e também o aumento no consumo das famílias e nos volume de investimentos realizados. A taxa de juros, tão presente no mercado imobiliário na hora do financiamento, também se tornam mais atrativas este ano com as novas medidas do Governo.

Logo, se você tem um bom planejamento financeiro e dinheiro poupado é hora de pesquisar e avaliar as possibilidades para a compra da nova casa ou aplicar o dinheiro no mercado de imóveis, que apresentará, a médio e longo prazo, bons resultados.

Tendência: mercado de alimentação saudável é aposta de empreendedoras

Vivendo um intercâmbio cultural entre Portugal e Brasil, as empresárias Camila Medici e Geisa Richetti vão comandar a Mandí – cozinha criativa

Não é de hoje que vemos o crescimento das opções saudáveis no nosso dia a dia, principalmente quando falamos de alimentação. A crescente busca por alimentos mais naturais, orgânicos, livres de conservantes e outros aditivos químicos, tem ganhado espaço em meio a empreendedores dispostos a investir.

Se antes o consumo de alimentos saudáveis e integrais era feito exclusivamente por um público com maior poder aquisitivo, hoje, já é possível enxergar uma disseminação desses produtos, e a alta da demanda tem incentivado o surgimento de lojas naturais, espalhadas por diversos bairros das cidades.

Os empresários que reconhecem esse segmento como um bom mercado para investir, com certeza acerta! Mas é claro que é preciso fazer diferente, não é mesmo? Afinal são muitas as novas opções.

Em São José dos Campos, as amigas Camila Medici e Geisa Richetti, estão prontas para abrir a Mandí – cozinha criativa, que irá  atender ao público de todo Vale do Paraíba, com serviço que serviço que alia praticidade a uma alimentação saudável nos principais estabelecimentos do ramo, como academias, lanchonetes e cafés.

“A ideia é oferecermos atendimento altamente personalizado e ágil, e também serviço delivery com opções de entregas semanais. Serão lanches e refeições saudáveis, segura para celíacos e alérgicos, pois não possuem glúten, lácteos ou contaminação cruzada, além de opções veganas”, conta as empresárias.

E saber como acontece a organização inicial da empresa é bastante curioso, não é mesmo? Ainda mais quando uma das sócias vai comandar a empresa de outro país. Um baita desafio.

Por isso, é claro, que fui bater o papo com as meninas para saber o que elas estão tramando por ai. Confira meu bate-papo :

Vivian Sant’Anna: Quando e porque surgiu a ideia de criar a Mandi?

Camila Medici:  A criação da Mandí tem muita relação com o nosso encontro! Eu e a Geisa temos uma grande amiga em comum. Por meio dela, nos conhecemos. Porém, por muito tempo, o nosso contato foi a distância, já que cada uma morava em um lugar. Ano passado, fiquei sabendo que a Geisa (que morava em Florianópolis), estava de mudança para São José dos Campos, em busca de novas oportunidades. Nesse mesmo período, eu estava no Brasil (venho algumas vezes ao longo do ano) e então, a gente se conheceu pessoalmente e descobrimos que tínhamos muita coisa em comum e o mesmo propósito de projeto. Queríamos entrar em um negócio que tivesse uma finalidade saudável, alinhado com o nosso estilo de vida.  Então, com a expertise de cada uma, sentamos e amarramos alguns pontos. Com isso, em menos de um mês fechamos sociedade e já decidimos colocar em prática o andamento e a criação da empresa.

Vivian Sant’Anna: Qual a missão da Mandí?

Geisa Richetti: Assumimos com o mercado a missão e o dever de oferecer produtos de elevada qualidade! Todos os produtos são orgulhosamente produzidos por nós, a partir das mais exigentes condições de segurança e higiene alimentar, desde a seleção dos fornecedores de matérias-primas até o produto final.

Vivian Sant’Anna: Como vocês a gerenciam, em vista que uma das sócias fica em outro país? Como é essa divisão de tarefas?

Camila Medici: Hoje em dia a comunicação é bem tranquila, conseguimos fazer negócios de qualquer lugar do mundo, só precisamos de uma boa internet. Nessa primeira fase, da construção e criação da empresa, estamos sempre conversando e decidindo as ações juntas. Com o tempo, a tendência é:  a Geisa ficar frente a concepção dos produtos, organização do dia a dia, e eu da parte administrativa e financeira.  É importante destacar, que quando sentimos a necessidade, também buscamos formas de estarmos juntas. Foi o que aconteceu recentemente. A Geisa veio para Portugal para amarrarmos alguns pontos, como por exemplo, a finalização do cardápio. Fizemos juntas um estudo de campo, percorremos diferentes estabelecimentos dos mais simples aos requintados. Com isso, ganhamos mais técnicas que com certeza irão agregar benefícios ao nosso trabalho. Nosso próximo encontro será no Brasil, em março, com a inauguração da Mandí.

Vivian Sant’Anna: O que é mais difícil de se fazer quando há a distância física do negócio?

Geisa Richetti: Com certeza provar os produtos.  Fora isso, temos uma comunicação muito boa, e qualquer dúvida ou problema que aparece, já resolvemos.  O fuso de Portugal também ajuda, é de somente duas horas, então conseguimos conversar boa parte do dia.

Vivian Sant’Anna: Atuar no mercado saudável sempre foi a ideia?

Geisa Richetti: A Camila já foi atleta, tem uma alimentação bem natural e treina bastante. Então, o saudável já faz parte do dia a dia. Já eu, entrei nesse mundo por meio da necessidade de melhorar a alimentação dos meus filhos.

Vivian Sant’Anna: Quais as maiores dificuldades que encontraram para construir a empresa?

Camila Medici: Abrir uma empresa requer muitas ações. Então, como também vamos ter um espaço físico, para a produção e andamento da empresa, ultimamente o que tem sido mais difícil são os prazos da prefeitura. Infelizmente eles têm muita demanda atrasada, então temos que esperar esses prazos para poder dar entrada em diversos documentos.

Nota da Vivian:

Os números para o mercado de alimentação saudável são mesmo animadores. A crescente do faturamento dessas empresas é acompanhada, assim como o aumento do público que as consome. Fica a dica para quem quer empreender. Mas lembre-se é preciso pensar diferente. Trazer novidades e sempre lembrar da pergunta: Qual problema vou resolver par ao meu cliente?

Outro ponto: se você quer empreender à distância a dica são duas primordiais: Tenha um equipe de confiança e use e abuse das tecnologias. Hoje com a internet em mãos não há distância. Converse, planeje, execute e tudo dará certo 😊

Jovens empreendedores: números apontam crescimento dos jovens que abrem seu próprio negócio

Diogo Magalhães e Isabella Gallo, estão à frente do Bella Granola

Parece que os jovens estão querendo, cada vez mais, independência e tem se tornado empreendedores desde cedo.  Essa é uma das principais descobertas da pesquisa GEM 2017, do Sebrae/IBQP, que revela o novo perfil do empreendedor no País. Ela aponta que a participação de pessoas entre 18 e 34 anos no total de empreendedores em fase inicial cresceu de 50% para 57%. Isso significa que são nada menos que 15,7 milhões de jovens atrás de informações para abrir um negócio ou com uma empresa em atividade no período de até 3 anos e meio.

E não pense que esse empreendedorismo jovem está longe da gente. Em São José dos Campos, Diogo Vilela Magalhães , de 24 anos, e Isabella de Oliveira Gallo , de 23 anos, comprovam esses números. Os dois decidiram investir no próprio negócio em 2017 e apostaram no segmento saudável para trilhar seu caminho nos negócios. A Bella Granola é a marca criada pelo casal que comercializa 5 tipos de granolas diferentes, além do leite de coco em pó e o capuccino vegano.

Presente em 5 estados brasileiros, a marca cresce a cada dia. E tudo começou em casa. Isabella estudou nutrição e já era adepta de receitas saudáveis e viu no hobby a oportunidade de crescer e tornar a sua distração em um negócio que rendesse um dinheiro extra.

“Sempre fiz receitas em casa para consumo próprio, até que alguns amigos, depois de provarem, tiveram interesse em começar a comprar. Foi aí que juntos vimos a oportunidade de ganhar um dinheiro extra, e tornamos a granola em um produto e negócio mais sério, mas não imaginávamos que daria tão certo e cresceria tão rapidamente quanto foi”, lembra ela.

Ficou curioso sobre essa história? Então vem ler meu bate papo com esse casal de empreendedores que mostram que sim, é possível empreender e ter sucesso mesmo com pouca idade.  


Vivian Sant’Anna: Qual a missão da empresa? Pesquisas mostram que jovens empreendedores montam uma empresa não apenas para lucrar, mas também como intuito de mudar o mundo. Vocês também pensam assim?

A nossa missão é levar alimentos que sejam realmente saudáveis e também saborosos aos clientes, sem propagandas enganosas por trás dos rótulos como vemos muito por aí nos produtos que se dizem saudáveis. O mercado hoje em dia está se voltando para um consumo mais consciente, tanto para a questão ambiental quanto para a qualidade do alimento que se consome, e ficamos muito felizes com isso, pois nós buscamos ser uma empresa que se preocupa com essas duas questões.

Vivian Sant’Anna: Atuar no mercado saudável sempre foi a ideia? Vocês tem hábitos saudáveis? Quais?

Não exatamente. Sempre quisemos empreender, mas não sabíamos onde. Como eu (Isabella) era estudante de nutrição na época, sempre me preocupei com a alimentação e desenvolvia receitas saudáveis e foi assim que nasceu a marca. Procuramos ter uma alimentação saudável e equilibrada, além de praticar atividades físicas diariamente.

Vivian Sant’Anna:  Nos conte um pouco sobre a Bella Granola: como ela é produzida, quais são os tipos de produtos, e quais os pontos de vendas – aqui pode citar com quantos começaram e quantos estão hoje?

A produção é artesanal – feita por nós mesmos –  assim como quase todo o trabalho da empresa. Começamos produzindo em casa e com o crescimento da empresa, montamos uma cozinha para a fabricação e um escritório. Atualmente nós temos 5 tipos de granolas diferentes, além do leite de coco em pó e o capuccino vegano. Nossos pontos de venda hoje em dia são mais de 40, em 5 estados diferentes, e temos como um de nossos clientes a rede Mundo Verde em várias cidades.

Quando começamos, tínhamos apenas 2 pontos de venda na cidade de São José dos Campos, o Mercado Equilíbrio e a Natural Valle, que foram os que acreditaram nos produtos desde o início, quando tínhamos apenas 1 tipo de granola para venda.

Vivian Sant’Anna: Vocês sempre quiseram empreender ou aconteceu de maneira diferente?

Sempre quisemos empreender, mas não imaginávamos que seria com a Bella Granola que teríamos nossa fonte de renda. Quando percebemos a oportunidade, fomos batalhando para fazer o negócio crescer cada vez mais.

Vivian Sant’Anna: Como dividem o trabalho?

Executamos a maior parte dos trabalhos da empresa juntos, mas algumas funções são mais específicas para cada um. Eu (Isabella) me responsabilizo mais pelas redes sociais, por exemplo, e eu (Diogo) fico responsável mais pela parte burocrática.

Vivian Sant’Anna: Em quais marcar vocês se inspiram?

Na verdade, não nos inspiramos em nenhuma marca específica. O intuito sempre foi criar produtos diferentes nesse ramo dos que já existiam no mercado, que fossem de qualidade e realmente saudáveis. O que nos inspirou foi a vontade de produzir um produto diferenciado dos demais já existentes, e por esse motivo acreditamos que os produtos foram tão bem aceitos pelos clientes.

Vivian Sant’Anna:  O que vocês acharam mais difícil na hora de criar a empresa?

Ao criar o produto, nós sabíamos que o seu preço de mercado seria mais alto que os demais da mesma categoria (granolas), por ser artesanal e feito com ingredientes realmente saudáveis. Então, uma das maiores dificuldades foi fazer com que as pessoas acreditassem na marca e nos produtos, e pagassem pelo valor que o produto vale.

Não ter capital para fazer um investimento maior na empresa também foi uma das dificuldades. Por isso, estamos evoluindo aos poucos, subindo um degrau de cada vez.

Vivian Sant’Anna:  Deixe uma dica para jovens que querem empreender.

Uma dica é estudar o mercado, e ver aonde você consegue se encaixar e se destacar com mais facilidade. É essencial que você encare o desafio, saia da zona de conforto, seja criativo e saiba que nem sempre vai ouvir um sim, ainda mais sendo jovem. Muitas pessoas podem não te levar a sério e acreditar em você por te achar “novo demais”. É preciso estar preparado para diversas situações e acreditar no seu produto/negócio e não desistir.

Nota da Vivian Sant’Anna:

Enquanto alguns ainda pensam que para ter o sucesso profissional é preciso colecionar diplomas ou está inserido no quadro de colaboradores de grandes empresas, muitos jovens apostam em carreiras dinâmicas, criativas e com menos cobranças e hierarquias. A nova geração vai além de ser o seu próprio chefe, ela enxerga no empreendedorismo a possibilidade de trabalhar com algo que gosta e gerar um impacto positivo no mundo. Se você despertou e quer empreender, vai ai algumas dicas:

  • Tenha foco;
  • Escolha seu mercado de atuação;
  • Pense nas necessidades das pessoas;
  • Se planeje;
  • Não desista.

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Gelateria investe em produção artesanal para se diferenciar no mercado

Isabel Santos e Sandra Chaves estão à frente da Artesane Gelateria, em São José dos Campos

Quem aqui não gosta de tomar aquele sorvetinho de sobremesa? Aliás não só de sobremesa, não é mesmo? Sorvete cai bem em qualquer hora do dia. Ainda mais se ele for produzido de maneira especial: artesanal, com ingredientes saudáveis e de boa qualidade, sem corantes e conservantes. Sim, esse sorvete existe, e são os gelatos.

A diferença entre eles? Os gelatos por serem armazenados em uma temperatura muito mais alta do que a do sorvete tradicional, eles deixam um rastro de sabor mais intenso no paladar, criando uma textura mais suave e uma cremosidade bem mais delicada.

Entendem agora por que os italianos adoram tomar gelatos no inverno, sem sentirem frio? O sorvete, por sua vez, já proporciona uma sensação mais próxima à do gelo, com uma textura mais pesada e cremosidade densa.

Ai, deu até fome né?

Bom, vamos aos números!

O surgimento de novos tipos de sorvete, com variações como premium, gourmet, orgânicos e veganos, deve fazer o mercado crescer cerca de 81% até 2020, segundo pesquisa da Mintel, uma empresa global de inteligência de mercado. Por isso, é importante que o empreendedor da cadeia produtiva, desde a indústria até o comércio, se prepare para a alta do consumo.

Nos últimos anos, o consumo de sorvetes no Brasil cresceu constantemente, segundo pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis). O volume saltou de 686 milhões de litros em 2003 para 1 bilhão em 2016, com destaque para 2014, que teve uma alta de consumo de 1,3 bilhão. O país é o 10º maior produtor mundial e o 11º maior consumidor, sendo o Nordeste a região com maior número de vendas.

Ufa, é um mercado bom para se atuar, não é mesmo?

E que tal conhecer a história de quem vive nele? Conheci as sócias-proprietárias da Artesane Gelateria, Sandra Chaves e Ana Isabel Santos, que desde 2016 estão empreendendo no segmento em São José dos Campos.

Em um bate papo super bacana e delicioso (tive que experimentar alguns sabores, né?) Elas me contaram como chegaram até aqui e porque escolheram os gelatos para chamar “de nosso negócio”. Confira:

Vivian Sant’Anna: Qual o grande diferencial da Artesane?

A maneira como fazemos o sorvete e os ingredientes que utilizamos.  Somos uma gelateria realmente artesanal e que trabalha com a verdade na produção e na comunicação. Além das receitas terem sido desenvolvidas por nós, utilizamos produtos originais de altíssima qualidade.  Os produtos são de verdade não utilizamos corantes ou saborizantes artificiais.

Os sabores de fruta são feitos com frutas e não com pastas saborizadas que contêm pedaços de frutas. Procuramos trabalhar com as frutas da estação para diminuir o teor de açúcar, esse aliás é um grande diferencial, pois empregamos baixo teor de açúcares em todas as receitas. Alguns sabores, levam a mesma quantidade de açúcar quanto certos iogurtes vendidos nos supermercados.  Gorduras trans ou hidrogenadas também não fazem parte da nossa realidade, optamos por utilizar óleo de coco e creme de leite fresco. Isso faz que nossos sorvetes sejam nutritivos, frescos e com textura e sabor incomparáveis.

Vivian Sant’Anna: Como fazem para driblar a sazonalidade dos produtos?

Na gelateria, oferecemos não somente gelatos e subprodutos dele como picolés, por exemplo, oferecemos também cafés, petits gâteaux, tortinhas salgadas e walffles. Esses produtos ajudam a driblar a sazonalidade. Além disso, procuramos aumentar a nossa gama de clientes, fornecendo nossos produtos para eventos, hotéis, buffets, bares, lanchonetes e restaurantes.

Vivian Sant’Anna: Quando teve início a iniciativa com produtores regionais?

Logo que abrimos a gelateria perseguíamos essa iniciativa. Desde o início, o leite e o creme de leite frescos que utilizamos vêm de um produtor de Jambeiro, assim como a água e o café de Monteiro Lobato. Algumas frutas orgânicas, conseguíamos pegar diretamente de produtores da região, mas hoje, as parcerias cresceram significativamente, a maior parte dos nossos fornecedores é da região, assim como parceiros revendedores. Fortalecer, a cada dia, nossos vínculos com a região faz parte dos nossos objetivos. Acreditamos, realmente, que ao trabalharmos com nossos vizinhos, todos ganham, crescem e, sobretudo, geram mais empregos e riqueza.

Vivian Sant’Anna: Como perceberam a demanda para produzir gelatos especiais: sem açúcar e sem lactose?

Já nascemos com essa preocupação e com a crescente demanda, isso apenas se confirmou.  Nossos sorbets sempre são feitos sem leite, utilizamos fruta e água. Na Artesane, não produzimos, somente, gelatos ou sorbets sem açúcar ou sem leite, as nossas tortinhas salgadas são sem glúten, o nosso petit gateau e waffle são sem glúten e veganos, a nossa casquinha também faz parte dessa demanda, ela é vegana, sem glúten, sem leite, baixo teor de açúcares e funcional.

Vivian Sant’Anna: Quais são as tendências que você observa no mercado?

Atuamos no segmento de sobremesas e observamos a busca de uma sobremesa que seja um complemento saudável da alimentação. Aos poucos, a população brasileira está entendendo a diferença entre os sorvetes industriais ou “ditos” artesanais. Os pais estão mais atentos a alimentação de seus filhos, bem como a própria. E não tem jeito, a matemática é simples, produtos de qualidade custam mais. Existe uma enorme diferença entre oferecer sabores básicos, artificiais e sem nutrientes acompanhados de coberturas saborizadas, balas, ou biscoitos e uma vitrine com até 20 sabores artesanais com ingredientes originais e de qualidade, somado a uma casquinha artesanal sem glúten, vegana,  deliciosa, rica em fibras e crocante.  Além de baixo teor de açúcares, de sódio e de gorduras nefastas, uma sobremesa deve ser nutritiva, contendo carboidratos, proteínas, minerais, fibras e lipídios de maneira balanceada.

Dica da Artesane:
Quem tiver mais curiosidade sobre o Gelato Italiano e gostar de uma boa leitura em inglês, acessar a reportagem da jornalista Erla Zwingle: https://craftsmanship.net/coda-summer-day-secrets-italian-gelato-master/


Nota da Vivian Sant’Anna

Como em todo mercado é preciso inovação. Inovar é a palavra de ordem. O mercado de sorvete, assim como outros mercados, está passando por uma fase de mudanças e os empreendedores que se atentarem mais às novas tendências, terão maiores chances de sucesso. Produtos saudáveis estão em alta, fica a dica! 😉

Artesanato: conheça os empreendedores que ganham dinheiro com artes manuais

O artesanato está presente como atividade econômica em 78,6% dos municípios brasileiros, de acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (2014), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mesma pesquisa aponta que hoje cerca de 8,5 milhões de brasileiros garantem o sustento do lar desta forma. Juntos, os empreendedores do artesanato movimentam mais de R$ 50 bilhões por ano.

Apesar da cifra bilionária, poucos artesãos brasileiros viram de fato empreendedores. Ainda falta apoio, principalmente de órgãos públicos, como prefeituras, para regularizar as atividades e os locais de trabalho, oferecendo suporte para aqueles que movimentam, principalmente na época de férias, as cidades litorâneas.

Em Caraguatatuba, quem nunca passou para dar aquela olhadinha na feirinha hippie? Seja no centro ou na praia Martim de Sá? Como sempre me interesso por histórias sobre negócios, seja ele qual for, bati um papo com alguns personagens bem bacanas na feirinha de artesanato na Praia Martim de Sá.

Uma delas é a costureira Elisabethe Carvalho, que há 14 anos trabalha na área de costura. Durante todo o ano trabalha em casa consertando barras, zíperes e costurando modelos. Aos finais de semana e principalmente nas férias monta seu espaço na feirinha da praia para complementar a renda.

“ Há dois anos vendo meu artesanato aqui na feira da Martim e o produto mais procurado são as cangas artesanais, costuradas a mão e com acabamento diferenciado”, revela ela que vende mais de 300 cangas durante a temporada de verão.

A artesã Rosana Maria Sanches Franco também ganha seu dinheiro na feirinha da Martim. Simpática ela conta que o dinheiro ganho ali dá para pagar as contas e ter uma vida boa e nesta época de verão os lucros são bem convidativos. “Aqui vendo cangas e também vestidos com estampas exclusivas feitas por mim. O Tie Die é a técnica mais usada nas minhas peças” conta.

Além do artesanato, encontrei também quem está ali para oferecer alimentos. E o carrinho da tapioca estava lotado durante toda a temporada. Maria doa Anjos há 11 anos cozinha para fora. Ela começou vendendo salgados na areia e em 2007 conseguiu sua licença para vender tapioca em seu carrinho. São mais de 40 sabores entre doces e salgados que custam de R$10 a R$20. “Nesta época aproveitamos para vender o máximo possível. Comercializo de 30 a 50 tapiocas por dia”, conta ela animada.

Nota da Vivian:

Trabalhar no litoral pode ser o sonho de muitos, mas por lá a maior dificuldade a baixa rotatividade de clientes durante a baixa temporada. Então é preciso mais do que nunca ter uma sabedoria empreendedora, para lucrar durante os meses mais movimentados. Ter uma planejamento financeiro para lidar com a baixa temporada é essencial, além de criar ações que chamem atenção desses clientes aos finais de semana e investir no relacionamento com ele o ano todo, as redes sociais pode ser um ótima ferramenta para isso.

Kadu Lanches: conheça a história empreendedora de Carlos Eduardo

Carlos Eduardo Canuto, o Kadu, há uma ano abriu sua terceira unidade em Caraguatatuba

Quem nunca comeu um lanche com muitos molhos no Kadu Lanches, em São José dos Campos? Os lanches vocês podem até conhecer, mas poucos conhecem a história do Carlos Eduardo Canuto, o famoso Kadu.

Tudo começou em 1990, quando começou vendendo sanduiches naturais em parceria com um amigo. Carlos Eduardo, o Kadu, estava desempregado havia um ano, após sair de uma instituição financeira em São José dos Campos. Ele ficou famoso entre os estudantes seu maior público na época.

“Era convidado para vender lanches em festas escolares e dai fiquei muito conhecido entre a moçada”, lembra Kadu que aproveitou a “fama” para organizar festas para o público jovem na cidade. “Além dos lanches, também organizávamos festas para dar uma força no orçamento”.

Durante as férias escolares, Kadu não parava. Já que a maioria estava viajando, aproveitava a temporada de verão para descer a serra e vender seus sanduiches no litoral. “Era um jeito de não deixar de vender, mesmo com a maioria viajando. No Litoral rendia mais um dinheiro”, conta ele.

Em 1993, Kadu finalmente juntou dinheiro para comprar seu primeiro trailer e fixou-se na Avenida 9 de julho, na esquina da Receita Federal. Ele nem imaginava que anos depois estaria com três unidades de seu negócio e ampliaria seu leque de produtos.

Atento às novidades, em uma viagem a Florianópolis descobriu os segredos do crepe. “Vim para São José pensando em acrescentá-los no cardápio”. E não deu outra, em 2002, Kadu inaugurava a Creperia do Kadu, no Jardim São Dimas. “Fiz um curso e aprendi a fazer crepes. O segredo é a chapa”, revela.

E a história de empreendedor não para por ai. Em 2010 o trailer da 9 de julho ganhou ponto fixo e no ano passado Kadu expandiu mais uma vez os negócios e inaugurou mais uma unidade, desta vez em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

“Já tinha família na cidade e sempre passei as férias na praia. Neste ano completamos um ano de Kadu Lanches – Caraguá e até agora estamos gostando do resultado”, conta ele que revela também que no litoral o trabalho é diferente. “Aqui o maior movimento é na temporada de verão. Dizem que trabalhamos esses meses para nos mantermos o resto do ano e a maior dificuldade que percebemos é essa: a constância de clientes o ano inteiro”.

Com seis funcionários fixos durante todo o ano e mais quatro durante a temporada, Kadu conseguiu reproduzir o mesmo cardápio, molhos e sabor dos lanches comercializados em São José. “Trazemos as mesmas receitas, o mesmo pão, os mesmos molhos. O único ingrediente “caiçara” é a carne que produzimos o hambúrguer, mas o preparamos na mesma medida e forma da matriz”, conta.

E quem diz que por trás de um grande homem existe uma grande mulher e uma equipe competente, está certo. Kadu não deixou de me contar sobre a força e parceria da esposa Daniela Sanches, que desde o início foi sua maior incentivadora e sobre a gratidão que tem com todos os seus colaboradores. Aqueles que ainda estão com eles e aqueles que já não fazem mais parte do quadro de funcionários.

“Minha esposa está comigo nesta caminhada há 18 anos e sempre me apoiou em tudo. E tive sorte de no caminho encontrar pessoas que acreditavam em mim e colaboradores que me ajudaram a chegar onde estou hoje”, diz ele com um brilho no olhar.

Nota da Vivian Sant’Anna

A história de empreendedores de sucesso da cidade é mesmo fascinante. Quando visitamos um negócio, seja ele um grande empreendimento ou pequeno, nem imaginamos o caminho que o fez chegar até ali. Quais foram os obstáculos que enfrentaram e como tudo começou. Em histórias como a do Kadu temos certeza de uma coisa: não é sorte, é trabalho!.

Do hobby ao trabalho: Fotografia pode ser uma ótima oportunidade para quem quer ganhar dinheiro

O mercado de trabalho da fotografia está em constante atualização e, cada vez mais fotógrafos têm buscado o seu posicionamento profissional. As possibilidades são diversas, do nicho de mercado à remuneração. Tem aqueles que querem aprender por diversão e hobby e aqueles que querem viver de fotografia. Você pode ser fotógrafo, dar cursos, palestras ou até ter uma escola, porque não?

Essa entrevista conta um pouco da história do André Felipe Selga Braga, proprietário da escola de fotografia F\STOP, no Jardim Satélite. Há 3 anos no mercado, André conta que atrai não apenas pessoas que querem ser fotógrafos profissionais, mas também aquelas que adoram sair clicando por ai e querem saber mais e mais.

E para aqueles que querem ingressar na carreira, André dá a dica: “O mercado perde muito porque o fotógrafo está apenas preocupado em ser um excelente fotógrafo e não um excelente administrador. Para o fotógrafo que consegue construir algo de valor para o seu cliente o preço é insignificante”, conta André Felipe Selga Braga, proprietário da escola F\STOP, no Jardim Satélite.

André Segal comanda a escola de fotografia F\STOP, no Jardim Satélite

Quer saber mais sobre o mundo da fotografia, seja para diversão ou trabalho? Vem ler o meu bate papo com o empresário:

Vivian Sant’Anna: Qual é o perfil dos alunos que procuram o curso de fotografia?

A maioria dos meus alunos fazem o curso por hobby ou porque desejam tirar melhores fotos do seu trabalho, por exemplo: “Faço bolos e quero tirar lindas fotos para divulga-los”. Além disso é muito comum os alunos que desejam aprender apenas pelo hobby mesmo, para viajar, etc. Tenho alunos desde os 13 até os 70 anos na sala, ou seja, o perfil é gostar de fotografia. Apesar de o curso preparar para que profissional trabalhe com fotografia muitos desejam apenas aprender.

Vivian Sant’Anna: Qual o diferencial da sua escola?

Quando eu comecei muitos me diziam que tinham vontade de fazer o curso, mas não tinham uma câmera para isso. Eu enxerguei a necessidade e pensei que oferecendo uma câmera para o aluno ele iria descobrir se era isso mesmo que ele queria, se informar, para daí fazer a compra do equipamento depois que ele terminar o curso. Então, esse foi o nosso diferencial. Oferecer o equipamento na escola para quem faz o curso. No curso nós abordamos os tipos de equipamentos, conversamos ensinamos as diferenças e depois ele acaba adquirindo o equipamento.

Vivian Sant’Anna: O que você precisou aprender para abrir a sua escola?

Sempre prezei muito pela questão da didática. Não adianta você ser um excelente fotógrafo se você não sabe transmitir isso. Eu me especializei em gestão empresarial e oratóriapara conseguir falar melhor e me especializei no modelo europeu de como os alunos devem se sentar na sala. Então hoje o meu formato é de conseguir enxergar cada aluno, o aluno me enxerga, todos no mesmo ambiente. Procurei trazer um modelo diferente, pois a fotografia tem a questão técnica que as vezes é um pouquinho chata. Então procuro mostrar isso de uma maneira que deixa o aluno mais confortável. Procuro maneiras diferentes de explicar e fui adquirindo experiência conforme o tempo foi passando. Nosso material é próprio. Ainda faço muitos cursos para entender a didática e aprender mais sobre fotografia.

Vivian Sant’Anna: Para quem quer ingressar na carreira, qual o investimento?

Não precisa de muito. Claro que o equipamento não é barato, mas muitas vezes em 3 ou 4 trabalhos você consegue compensar esse investimento ao contrário de outras profissões onde você estuda por vários anos e demora ainda mais para ter o retorno desse investimento. A oportunidade de retorno de investimento é muito grande.

Vivian Sant’Anna: Para quem termina o curso de fotografia e quer torna-la uma profissão. Qual é o próximo passo?

Tem muitos fotógrafos bons que desistem da área porque focam somente na sua fotografia. Eu recomendo que os profissionais saiam daqui e procurem soluções como o Empretec do SEBRAE, que ensina a montar uma empresa; um curso de marketing digital, que ensina a divulgar o seu trabalho. Não adianta sair do curso, saber tudo sobre fotografia e não saber divulgar o seu trabalho, qual público você quer atingir ou como administrar uma empresa.

Vivian Sant’Anna: Alguma outra dica especial?

Pesquise o seu mercado, quem são seus concorrentes, qual é o preço que eles estão cobrando e talvez começar cobrando um pouco menos. Eu sei que o mercado tem o tipo de cliente que contrata por preço e o cliente que procura qualidade. Cabe a você mostrar seu valor.

O seu profissionalismo começa desde o primeiro atendimento. A primeira impressão diz tudo. Aqui na escola eu sempre procurei ter um excelente atendimento. Quando um aluno entra em contato pelo Facebook ou pelo whatsapp a gente não demora para responder e essa qualidade no atendimento fez com que minhas turmas ficassem sempre cheias.