Consumismo e prioridades: menos é mais?

Apesar de vivermos em uma sociedade capitalista estamos presenciando movimentos de pessoas que se propõe a consumir menos, a gastar menos com coisas que consideram não ser prioridade em suas vidas.

Na Netflix o documentário Minimalista traz a discussão: pessoas que acreditam que bens materiais não trazem felicidade são entrevistadas e contam sobre suas experiências.

Quem não se lembra da participante do Master Chef Caroline Martins, que foi criticada nas redes sociais por aparentar e realmente usar as mesmas roupas durante o reality. E ainda, na onda do NÃO CONSUMISMO, o canal Home&Health também estreou, no ano passado, uma atração chamada “Menos é Demais”, que mostra como podemos viver com cada vez menos e reforça, como é uma tendência a questão “minimalista”.

Mas, em contrapartida, também acompanhamos vídeos de blogueiras mostrando seus closets enormes e com inúmeras variedades de bolsas e sapatos e qualquer item que nem sequer imaginamos.

A pergunta que eu sempre faço para cada um é: Qual é a sua prioridade?

Como coach eu não posso dizer para o meu cliente “Gaste com isso” ou “Não gaste com aquilo”. Mas, é minha tarefa descobrir qual é a prioridade dele na hora de utilizar seus recursos. Além disso, o que é muito importante para mim pode não ser tão importante para ele. Vamos dar um exemplo?

Tenho um cliente que estava tentando rever a utilização do seu dinheiro e considerou parar de trocar seu carro a cada dois anos. Porém com uma investigação mais profunda, entendemos que o esforço de trabalho que ele fazia, o dinheiro que ele ganhava, era destinado para trocar o carro a cada dois anos. Então, não tinha muito sentido fazer com que ele economizasse dinheiro para viajar, se isso não iria faze-lo feliz.

Muitas vezes, o consumo em excesso, pode vim da nossa relação que temos com as redes sociais, onde, frequentemente, as pessoas estão compartilhando coisas boas, que fazem ou compram e nos sentimos diminuídos porque não estamos fazendo também. Acabamos cedendo aos pequenos prazeres do dia a dia como comprar uma roupa nova por acreditarmos que ela vai fazer com que a gente se sinta bem.

Por isso essa nova “onda” se torna tão importante: o NÃO CONSUMISMO valoriza o autoconhecimento, de você saber realmente porque está comprando. E também permite que você escolha realizar aquilo que se propôs, que pare de deixar que as urgências do dia a dia se se tornem rotina.

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